A segunda maior cidade da Grécia inaugurou finalmente o seu metro. Georgios Zygogiannis, diretor de Operação e Manutenção do metro, descreve o projeto como a abertura de "um capítulo totalmente inédito" para Salónica ao preservar a história antiga, reduzir o trânsito e transformar a vida urbana.
Após quase 20 anos de obras, o metro de Salónica está finalmente em funcionamento. É um sistema totalmente autónomo, semelhante aos que operam em Copenhaga ou Milão, mas o que o torna verdadeiramente único são os imensos desafios que foram superados durante a sua construção, com os construtores a terem de abordar de forma muito cuidadosa a herança arqueológica rica que se encontra sob o solo da cidade.
Georgios Zygogiannis, diretor de Operações e Manutenção do Metro de Salónica, descreve o projeto como a abertura de "um capítulo totalmente inédito na história da cidade". Para ele, o significado deste metro vai muito além do transporte: "Este projeto é uma mais-valia enorme. Traz comodidade ao público e benefícios ambientais, mas também uma mudança na mentalidade dos moradores da cidade."
Antes da chegada do metro, Salónica ficava paralisada devido a um afunilamento estrutural, um corredor urbano de alta densidade que criava congestionamentos crónicos e dava origem a algumas das piores situações de poluição atmosférica da Europa. Agora, com 13 estações a operar em todo o centro da cidade e uma nova extensão para Kalamaria a caminho, o impacto é inegável. "Servimos uma média de 100 mil passageiros por dia", diz Zygogiannis. "E já podemos afirmar uma redução de quase 15 % no trânsito do centro da cidade."
Chegar aqui demorou muito mais do que aquilo que estava planeado, com os obstáculos financeiros e as complexidades arqueológicas a empurrarem os prazos uma e outra vez. Mais de 300 mil artefactos foram descobertos ao longo do caminho, o que tornou esta a maior escavação arqueológica do norte da Grécia. Hoje, muitos desses tesouros estão em exposição nas estações Agias Sofias e Venizelou, permitindo que quem faz os seus deslocamentos diários possa viajar no tempo.
Na estação de Venizelou, Zygogiannis reflete sobre tudo o que foi alcançado: "Estamos muito felizes por termos conseguido preservar as antiguidades que foram encontrada ao longo do caminho. Este é, provavelmente, o único sítio arqueológico do mundo do subsolo que está integrado numa estação de metro. É um diálogo aberto entre a história da cidade, o seu presente e o seu futuro."