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Extrema-direita europeia apoia Orbán em eleições que põem primeiro-ministro à prova

Assembleia de partidos de extrema-direita europeus com o grupo de Orbán, "Patriotas para a Europa", em Budapeste, Hungria, segunda-feira, 23 de março de 2026
Assembleia de partidos de extrema-direita europeus com o grupo de Orbán, "Patriotas para a Europa", em Budapeste, Hungria, segunda-feira, 23 de março de 2026 Direitos de autor  AP Photo
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De Ana Filipa Palma com AP
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Os líderes de mais de dez partidos de extrema-direita europeus reuniram-se na capital da Hungria, Budapeste, na segunda-feira, numa demonstração de apoio ao primeiro-ministro Viktor Orbán.

O encontro realizado na segunda-feira em Budapeste foi "a primeira grande assembleia dos 'Patriotas pela Europa'", um grupo criado em 2024 por Orbán e os seus aliados de extrema-direita.

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Este é o terceiro maior grupo no Parlamento Europeu. Os partidos que o integram, provenientes de 13 países da UE, partilham uma forte oposição à imigração, uma preferência pela soberania nacional em detrimento da integração europeia e a adesão a valores sociais conservadores.

No encontro estiveram presentes figuras como a francesa Marine Le Pen, o italiano Matteo Salvini e Geert Wilders, dos Países Baixos.

Um a um, cada um dos 13 oradores subiu ao palco para elogiar Orbán e exortar os húngaros a votarem nele e no seu partido Fidesz nas eleições de 12 de abril.

Le Pen afirmou que Orbán se manteve firme em questões como "imigração, identidade e soberania" e que a Hungria, graças a si, tornou-se "um emblema da resistência de um povo orgulhoso e soberano à opressão."

"A 12 de abril, enviarão uma nova mensagem de força e determinação aos velhos e cansados tecnocratas de Bruxelas", disse à multidão presente.

Marine Le Pen na Assembleia de partidos de extrema-direita europeus com o grupo de Orbán, "Patriotas para a Europa", em Budapeste, Hungria, segunda-feira, 23 de março de 2026
Marine Le Pen na Assembleia de partidos de extrema-direita europeus com o grupo de Orbán, "Patriotas para a Europa", em Budapeste, Hungria, segunda-feira, 23 de março de 2026 AP Photo

Quando foi a sua vez de subir ao palco, Orbán afirmou que os Patriotas "estão a falar abertamente sobre querer assumir o controlo da União Europeia. Queremos ocupar e transformar o centro de Bruxelas", declarou.

"Os fracassos da elite liberal e globalista em Bruxelas são visíveis: declínio económico, indústria em colapso; o Pacto Verde é um fracasso total; a situação migratória é irreversível e agora uma crise energética. A cada dia que passa, a elite de esquerda em Bruxelas fica mais fraca. Do outro lado, estamos nós, os patriotas nacionais, que ficamos mais fortes a cada dia", disse.

Orbán está no poder desde 2010 e é há muito considerado uma figura-chave da extrema-direita mundial, muito antes de o presidente dos EUA, Donald Trump, entrar na corrida presidencial de 2016.

Viktor Orbán discursa na Assembleia de partidos de extrema-direita europeus, "Patriotas para a Europa", em Budapeste, Hungria, segunda-feira, 23 de março
Viktor Orbán discursa na Assembleia de partidos de extrema-direita europeus, "Patriotas para a Europa", em Budapeste, Hungria, segunda-feira, 23 de março AP Photo

Os sucessos políticos do líder húngaro — quatro vitórias eleitorais consecutivas, a sua ampla tomada de controlo das instituições governamentais, dos órgãos de comunicação social e do meio académico húngaros, bem como a ênfase nos valores familiares — levaram muitos nos EUA e na Europa a considerá-lo um exemplo brilhante do domínio da extrema-direita.

No entanto, três semanas antes das eleições na Hungria, a maioria das sondagens mostra que Orbán está atrás de um adversário de centro-direita, o que pode indicar o fim do seu reinado de 16 anos e da sua influência sobre o movimento conservador.

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