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Operação Páscoa: número de mortes na estrada quadruplicou, MAI promete medidas "muito em breve"

GNR deteve 317 pessoas por conduzirem com uma taxa de álcool no sangue igual ou superior a 1,2 g/l
GNR deteve 317 pessoas por conduzirem com uma taxa de álcool no sangue igual ou superior a 1,2 g/l Direitos de autor  GNR/Facebook
Direitos de autor GNR/Facebook
De Joana Mourão Carvalho
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GNR e PSP registaram 20 mortos e 53 feridos graves em 2.602 acidentes nas estradas durante a Páscoa.

É o balanço mais mortífero dos últimos anos: as operações da PSP e da GNR dedicadas ao trânsito no período da Páscoa registaram até segunda-feira um total de 20 mortos em 2602 acidentes rodoviários, dos quais resultaram ainda 53 feridos graves e 845 feridos leves.

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Entre os dias 2 e 6 de abril de 2026, a GNR registou 941acidentes, dos quais resultaram 14 vítimas mortais, 31 feridos graves e 266 feridos leves, quando na operação do ano passado, que decorreu entre 11 e 21 de abril de 2025, a Guarda registou 2322 acidentes, cinco vítimas mortais, 50 feridos graves e 649 feridos leves.

Já a PSP contabilizou 1.661 acidentes que resultaram em seis vítimas mortais, 22 feridos graves (igual número que em 2025) e 579feridos ligeiros (+166 que em 2025), quando na operação do ano passado não houve registo de qualquer vítima mortal.

Isto significa que este ano houve o quádruplo das vítimas mortais na estrada neste período, face aos números do ano anterior.

Entre os milhares de condutores fiscalizados nas estradas em Portugal, pelo menos 692 foram detidos por conduzirem com uma taxa de álcool no sangue igual ou superior a 1,2 g/l.

Em reação a estes números, o Ministério da Administração Interna (MAI) expressou "profunda preocupação e consternação" perante os dados e endereçou "sentidas condolências às famílias enlutadas".

"Cada vida perdida nas estradas representa uma tragédia pessoal e uma família destruída. Nenhuma morte na estrada é aceitável. Lembramos também os tantos feridos que ficarão com sequelas para a vida, traumas muito difíceis de recuperar", refere o gabinete do ministro Luís Neves, em comunicado enviado às redações esta terça-feira.

Na nota, o ministério indica que "muito em breve" apresentará "um pacote de medidas estratégicas, a médio e longo prazo, e outras mais imediatas" para combater este "flagelo".

"É tempo de uma reflexão séria. Mais que isso, é tempo de agir. A segurança rodoviária não é uma responsabilidade isolada, exige um esforço e um compromisso de todos. Do Estado, das autarquias, das entidades públicas e privadas e de cada cidadão. A resposta a este flagelo tem de ser conjunta", sublinha o Ministério da Administração Interna.

O gabinete do ministro Luís Neves garante que "o Governo e demais entidades públicas, nomeadamente as tuteladas pelo Ministério da Administração Interna – ANSR, GNR e PSP - continuam a desenvolver, de forma permanente, ações de sensibilização e fiscalização rodoviária".

"Porém, apesar do reforço da fiscalização no terreno e das campanhas de sensibilização promovidas pelas Forças de Segurança, e por outras entidades, apesar de termos hoje infraestruturas melhores e viaturas mais seguras, confirma-se a persistência de comportamentos de risco: condução sob efeito de álcool, excesso de velocidade e o uso indevido do telemóvel durante a condução", acrescenta a mesma nota.

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