O novo Comando Integrado de Prevenção e Operações é uma estrutura interministerial criada para reforçar a coordenação no terreno e reduzir o risco de incêndios, numa altura em que a acumulação de material combustível após as tempestades agrava o cenário para o próximo verão.
O Governo vai apresentar esta quarta-feira o Comando Integrado de Prevenção e Operações (CIPO), uma estrutura de coordenação para reduzir o risco de incêndio rural antes do verão que se antevê que será complicado para os meios no terreno, face ao material combustível acumulado no solo pelas tempestades deste inverno.
A apresentação vai decorrer em Leiria onde ficará instalado o centro de comando avançado da proteção civil que servirá de sede ao CIPO. O distrito foi particularmente atingido pela tempestade Kristin_,_ sendo aí o risco de incêndio mais elevado devido à quantidade de árvores caídas na zona de pinhal.
O novo comando terá como finalidade a remoção do material combustível, a limpeza de áreas críticas, a reabertura de caminhos e a melhoria de acessos.
Na apresentação do CIPO em Leiria vão estar presentes autarcas, Forças Armadas, estruturas da proteção civil, bombeiros, sapadores e empresas do setor florestal, bem como os ministros da Defesa Nacional, Nuno Melo, da Administração Interna, Luís Neves, e da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, e entidades que integram a estrutura, designadamente a ANEPC, ICNF, AGIF, GNR e Estado-Maior General das Forças Armadas.
"Como parte da estratégia do Governo para a prevenção de fogos florestais foi criada uma estrutura interministerial de coordenação com diferentes entidades e atores relevantes - o Comando Integrado de Prevenção e Operações", lê-se na convocatória enviada às várias entidades, citada pela agência Lusa.
De acordo com a mesma convocatória, o CIPO tem como objetivo o "reforço da capacidade de planeamento, antecipação, intervenção e controlo do risco, com meios no terreno e coordenação permanente".
Na missiva, o Ministério da Administração Interna (MAI) sublinha que o país atravessa "tempos muito exigentes no plano da proteção do território e da segurança das populações", tendo as tempestades recentes deixado "uma acumulação massiva e altamente perigosa de material combustível numa vasta área do país" que agrava o risco de incêndio.
O MAI refere ainda que o país se encontra "perante um cenário que exige preparação, coordenação e capacidade de execução" e considera que se está perante uma situação extraordinária que exige "respostas extraordinárias".