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Governo reforça combate aos incêndios e aponta risco mais elevado este ano após tempestades

Bombeiro no combate ao fogo em Sever do Vouga. 18 de setembro de 2024.
Bombeiro no combate ao fogo em Sever do Vouga. 18 de setembro de 2024. Direitos de autor  AP Photo
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De Ana Filipa Palma com Euronews
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Primeiro-ministro português, Luís Montenegro, anunciou esta semana o reforço no programa de combate aos incêndios com aumento de operacionais, meios e dinheiro para o dobro.

Com o país ainda a recuperar da catástrofe que o atingiu, principalmente a zona centro, causada pelas cheias, o Governo apresentou esta semana um reforço do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR 2026) com o investimento maior dos últimos dez anos.

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De acordo com o comunicado de imprensa do Governo, no período de maior risco de incêndios, entre o dia 1 de julho e 30 de setembro, serão mobilizados 15.149 operacionais, 3.463 veículos, 2.596 equipas e 81 meios aéreos (incluindo dois helicópteros Black Hawk da Força Aérea Portuguesa e meios da Afocelca, os bombeiros das grandes empresas florestais).

Luís Montenegro defendeu que “prevenir é sempre o melhor caminho para evitar as catástrofes", lembrando que a elevada pluviosidade que ocorreu no território nestes últimos meses agravou o risco para o verão, devido ao crescimento de vegetação, “combustível disponível”, explicou na apresentação do dispositivo, em Ponte da Barca, na segunda-feira.

Luís Montenegro a chegar ao Parlamento. Lisboa, 11 março 2025.
Luís Montenegro a chegar ao Parlamento. Lisboa, 11 março 2025. AP Photo

Assim, este ano “exige um esforço redobrado até ao verão, para proteger, limpando e fomentando os trabalhos de prevenção", reforçou.

"Se temos mais meios, temos de ter melhores resultados", destacou Luís Montenegro.

O orçamento do DECIR 2026 atinge cerca de 50 milhões de euros em 2026, face aos 38 milhões registados em 2016, e também a compensação diária dos bombeiros aumenta de 45 euros, há dez anos, para 84 euros.

O investimento foi também feito na qualificação operacional e na formação especializada, com um aumento em 44% nas ações de formação e em 33% no número de formandos.

2025 foi o pior ano em termos de incêndios florestais para a Europa e Portugal registou um aumento na percentagem de área ardida , apesar de ter sido o quinto em número de incêndios.

Em agosto do ano passado, Luís Montenegro foi chamado a responder na Assembleia da República depois das críticas à gestão dos incêndios florestais em que a oposição acusou o Governo de não se ter prevenido ao não acionar o Mecanismo Europeu de Proteção Civil quando devia.

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