Destacado na Força Interina das Nações Unidas no Líbano, o sargento Florian Montorio morreu depois de ter sido ferido numa emboscada contra as forças de manutenção da paz.
O corpo do militar francês morto no sábado no sul do Líbano já foi repatriado. O sargento Florian Montorio, de 40 anos e pai de duas filhas, estava em final de carreira depois de 18 anos ao serviço das forças armadas francesas e já tinha sido"destacado em várias operações", disse Catherine Vautrin, a ministra francesa das Forças Armadas.
Foi realizada uma cerimónia na base militar do aeroporto internacional de Beirute antes de o caixão do militar ser levado a bordo de um avião militar.
A cerimónia contou com a presença do chefe de Missão e do comandante da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL), o major-general Diodato Abagnara, o embaixador de França no Líbano, Hervé Magro, e de um representante do Ministério da Defesa libanês e do Exército libanês, brigadeiro-general Maroun Azzi.
Uma emboscada contra os Capacetes Azuis
Destacado para a FINUL, o sargento morreu depois de ter sido ferido numa emboscada: a força de manutenção da paz da ONU foi alvo de disparos de armas ligeiras na manhã de sábado, o que resultou na morte do soldado e em três feridos.
Emmanuel Macron atribuiu o ataque ao Hezbollah. O presidente francês falou no sábado com o seu homólogo libanês, Joseph Aoun, e com o primeiro-ministro, Nawaf Salam, instando Beirute "a esclarecer completamente [o ataque], a identificar e a processar os responsáveis sem demora e a fazer tudo o que estiver ao seu alcance para garantir a segurança dos soldados da FINUL, que não devem, em circunstância alguma, ser visados".
O Hezbollah nega qualquer envolvimento no ataque e apelou à _"_prudência (...) antes de atribuir a responsabilidade pelo incidente, enquanto se aguardam os resultados da investigação do exército libanês".
Por seu lado, o presidente libanês Joseph Aoun condenou o incidente e prometeu levar os responsáveis a tribunal.