Fundada em 1978, a UNIFIL conta com mais de 10.000 membros das forças de manutenção da paz provenientes de 50 países, que patrulham a Linha Azul, a fronteira traçada pela ONU entre o Líbano e Israel.
Um segundo soldado francês morreu na quarta-feira devido aos ferimentos sofridos numa emboscada ocorrida no fim de semana contra as forças de manutenção da paz da ONU no Líbano (UNIFIL), atribuída ao grupo militante Hezbollah, apoiado pelo Irão, afirmou o presidente Emmanuel Macron.
Um primeiro soldado, o sargento-ajudante Florian Montorio, foi morto a tiro na emboscada de sábado, pela qual o Hezbollah negou qualquer responsabilidade.
"O cabo Anicet Girardin... trazido ontem de volta do Líbano, onde foi gravemente ferido por combatentes do Hezbollah, morreu esta manhã devido às consequências dos ferimentos", escreveu Macron numa publicação no X.
Um dos três soldados feridos no mesmo ataque, Girardin, membro de uma unidade cinotécnica especializada, fazia parte de uma missão "para desobstruir uma rota minada com um engenho explosivo improvisado", publicou a ministra das Forças Armadas, Catherine Vautrin, no X.
"Sob fogo contínuo de combatentes do Hezbollah escondidos a muito curta distância, ele avançou para ajudar o seu chefe de secção, que acabara de cair, mas acabou por ser gravemente atingido", acrescentou ela.
Macron e Vautrin apresentaram as suas condolências à família e aos entes queridos de Girardin.
É já o terceiro soldado francês a morrer desde o início dos combates no Médio Oriente, depois de Montorio e da morte de Arnaud Frion no mês passado, causada por um drone iraniano na região do Curdistão iraquiano.
Tanto Macron como o secretário-geral da ONU, António Guterres, culparam o Hezbollah, apoiado pelo Irão, pelo ataque de sábado contra os soldados da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL).
Os soldados franceses da UNIFIL "estão a trabalhar com coragem e determinação ao serviço de França e da paz no Líbano", escreveu Macron.
Criada em 1978, a Força Interina das Nações Unidas no Líbano conta com mais de 10.000 soldados de manutenção da paz provenientes de 50 países, que patrulham a Linha Azul, a fronteira traçada pela ONU entre o Líbano e Israel, ao mesmo tempo que se empenham em esforços para atenuar as tensões entre as duas partes.
Em agosto do ano passado, o Conselho de Segurança da ONU votou por unanimidade a dissolução da força de manutenção da paz no final de 2026, cedendo às exigências dos Estados Unidos e do seu aliado próximo, Israel.