Dois dos feridos ficaram em estado grave e lutam pela vida nos cuidados intensivos. Há também registo de danos materiais por toda a cidade, em edifícios residenciais e administrativos, num jardim de infância, num centro comercial e num hotel.
Pela segunda vez em quatro dias, a Rússia lançou um ataque com drones sobre a cidade de Odessa, no sul da Ucrânia, fazendo pelo menos vinte feridos. Dois deles ficaram em estado grave e foram encaminhados para uma unidade de cuidados intensivos, onde lutam pela vida, reporta o jornal ucraniano The Kyiv Independent.
A ofensiva, na madrugada de quinta-feira, causou também danos materiais em diferentes ponto da cidade. Há estragos em edifícios residenciais e administrativos, num jardim de infância, num centro comercial e num hotel.
Foram ainda atingidos armazéns e garagens, bem como dezenas de autocarros e automóveis, que ficaram destruídos ou danificados em parques de estacionamento.
Odessa é uma cidade estratégica que acolhe um porto de crucial importância para as exportações ucranianas, estando com frequência na mira de Moscovo.
O ataque perpetrado pelas forças russas na última segunda-feira já tinha deixado 14 pessoas feridas, entre as quais duas crianças. As infraestruturas portuárias foram igualmente afetadas: segundo a Administração dos Portos Marítimos da Ucrânia, uma instalação energética num terminal de carga ficou danificada, tendo sido atingido um navio comercial que navegava com bandeira do Nauru.
EUA disponibilizam 400 milhões de dólares em ajuda militar à Ucrânia
O Secretário da Defesa dos Estados Unidos (EUA), Pete Hegseth, afirmou que foram disponibilizados 400 milhões de dólares em ajuda militar à Ucrânia.
Estes fundos fazem parte de um programa do Pentágono que permite a aquisição de equipamento militar diretamente a fabricantes norte-americanos para fornecimento a Kiev.
O pacote de 400 milhões de dólares já tinha recebido luz verde do Congresso, embora tenha ficado bloqueado no Pentágono durante meses. A situação foi criticada por congressistas republicanos e democratas, que acusaram Hegseth de estar a atrasar uma linha de apoio financeiro que tem grande peso na capacidade de resposta de Kiev à incursões do Kremlin.