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Esfaqueamento gera protestos violentos em Belfast

Populares observam um veículo em chamas durante um protesto em East Belfast, após um ataque à faca em Belfast, terça-feira, 9 de junho de 2026.
Populares observam um veículo a arder durante um protesto em East Belfast após um esfaqueamento em Belfast, terça-feira, 9 de junho de 2026. Direitos de autor  Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved
Direitos de autor Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved
De Nathan Rennolds
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Várias viaturas e lojas locais foram incendiados durante os protestos que eclodiram na cidade da Irlanda do Norte após um esfaqueamento. A polícia acusou um sudanês de 30 anos de tentativa de homicídio pelo ataque.

Belfast foi palco de violentos protestos anti-imigração na última noite. As manifestações aconteceram depois de um esfaqueamento que aconteceu na capital da Irlanda do Norte.

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Vários veículos e edifícios foram incendiados quando pessoas saíram à rua em resposta ao ataque, cujas imagens chocantes têm circulado online.

A polícia da Irlanda do Norte acusou um sudanês de 30 anos de tentativa de homicídio pelo incidente, que ocorreu na zona da Kinnaird Avenue, no norte de Belfast, na segunda-feira à noite. O homem deverá comparecer em tribunal na quarta-feira.

A vítima foi levada para o hospital com "ferimentos graves nos olhos e feridas de corte nas costas e no rosto", indicou a polícia.

O subchefe de polícia Ryan Henderson, do Serviço de Polícia da Irlanda do Norte, apelou à calma.

"Registaram-se esta noite focos esporádicos de desordem em vários locais da Irlanda do Norte, incluindo incidentes em que vários veículos foram incendiados", disse na terça-feira. "Apelamos a todos para que mantenham a calma, ajam com responsabilidade e evitem qualquer atividade que possa colocar em risco a sua segurança ou a de outras pessoas", acrescentou, referindo que havia agentes no terreno.

Michelle O’Neill, primeira-ministra da Irlanda do Norte, classificou os protestos como "pura selvajaria".

"Grupos de homens encapuzados a expulsarem famílias de casa pelo fogo não são mais do que uma cobardia repugnante", escreveu numa publicação na rede X. "Não há desculpa nem justificação possível para estes ataques esta noite. Ninguém quer ver isto nas nossas ruas e volto a apelar à calma".

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, utilizou as redes sociais para condenar o ataque que originou os protestos.

Starmer classificou o incidente como "repugnante", afirmando não ter "qualquer tolerância para cenas de violência abjectas como estas nas nossas ruas".

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