Um agente da Guarda Civil de Espanha morreu na sexta-feira nas águas ao largo de Huelva, na sequência de uma colisão entre duas embarcações. Outros dois ficaram gravemente feridos.
As duas embarcações do Serviço Marítimo da Guarda Civil espanhola chocaram entre si quando perseguiam um barco de narcotráfico a menos de 80 milhas da costa de Huelva. Um agente morreu, identificado pela Guardia Civil como Germán. Dois outros agentes ficaram gravemente feridos um outro apresentou ferimentos ligeiros. As circunstâncias exatas da colisão entre os dois barcos de patrulha ainda não foram determinadas.
A Guardia Civil anunciou a morte através da sua conta oficial na rede social X, com uma mensagem que não deixava margem para ambiguidades: "Lamentamos a morte no cumprimento do dever do nosso colega Germán".
O comunicado, que também desejava rápidas melhoras aos feridos, confirmou que o acidente ocorreu durante a perseguição a um barco de narcotráfico ao largo da costa de Huelva.
A Associação Unificada de Guardas Civis (AUGC) manifestou a sua consternação nas redes sociais e enviou "força, apoio e afeto" às famílias do falecido e dos feridos. A AUGC e outras associações exigem há algum tempo que os guardas sejam reconhecidos como uma "profissão de risco", recordando que "por detrás de cada serviço há guardas civis que arriscam a vida".
Um padrão que se repete
O narcotráfico voltou a fazer vítimas mortais nas Forças Armadas, depois do incidente de Barbate, onde morreram dois oficiais em fevereiro de 2024 e cujo julgamento ainda está em curso.
A costa atlântica da Andaluzia acumula uma longa série de incidentes mortais ligados à perseguição marítima de embarcações de tráfico de droga, num cenário que as forças de segurança descrevem como de risco permanente.