Após o surto no MV Hondius, a operação de repatriamento de cidadãos canadiados no navio contou com um voo cuja tripulação era composta por 12 portugueses. DGS nega "indicação de risco acrescido para a população em Portugal".
Um cidadão canadiano infetado com hantavírus que foi repatriado após o surto no cruzeiro MV Hondius viajou num voo com tripulação portuguesa.
As autoridades canadias confirmaram o caso de infeção no domingo, tendo a pessoa iniciado sintomas no passado dia 14 de maio, quatro dias após o voo de repatriamento de Tenerife para o Canadá, que envolveu uma aeronave com 12 tripulantes de nacionalidade portuguesa. Segundo a DGS, à data da viagem, a pessoa não se encontrava "no período de transmissibilidade definido pelas orientações nacionais e pela evidência científica disponível ligada ao Hantavírus dos Andes".
Além disso, a DGS confirmou em comunicado que durante o voo foram adotadas medidas de proteção, nomeadamente, "o uso de máscaras respiratórias (FFP2/N95) pelos passageiros, e de máscara cirúrgica e luvas pela tripulação". A aeronave foi também "alvo de procedimentos de descontaminação", logo após o desembarque.
"Até ao momento, não existe qualquer evidência de transmissão secundária associada a este voo, nem indicação de risco acrescido para a população em Portugal", reforçaram as autoridades portugueses.
A Agência de Saúde Pública do Canadá confirmou que o cidadão canadiano que testou positivo para o hantavrius é um dos membros de um casal na casa dos 70 anos, que começou a apresentar sintomas ligeiros, incluindo febre e dor de cabeça. A segunda pessoa, que viajava com o caso confirmado, testou negativo, segundo o comunicado.
Ambos foram internados num hospital em Victoria, indicou a responsável pela saúde pública da província da Colúmbia Britânica, Bonnie Henry. "O doente encontra-se estável e, neste momento, os sintomas continuam a ser ligeiros", afirmou. "Continua internado no hospital, em isolamento, sob vigilância e a receber os cuidados necessários", explicou a responsável.
Os quatro passageiros canadianos do cruzeiro regressaram à Colúmbia Britânica no passado dia 10 da maio. Para além do casal, havia uma pessoa na casa dos 70 anos, da Ilha de Vancouver, e uma pessoa da Colúmbia Britânica na casa dos 50 anos que vive no estrangeiro. Atualmente, encontram-se todos em isolamento.
As autoridades canadianas garantem que o risco para a população "continua a ser baixo".
Três pessoas morreram desde o início do surto de hantavírus no navio de cruzeiro MV Hondius. O doente canadiano é a nona pessoa do navio a apresentar um resultado positivo, de acordo com a contagem do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças.