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Portugal e Espanha esperam hoje o regresso dos ativistas da flotilha detidos em Israel

Barcos da Frota Global Sumud, transportando ativistas e ajuda humanitária, partem para Gaza a partir do porto de Marmaris, na Turquia, na quinta-feira, 14 de maio de 2026
Barcos da Frota Global Sumud, transportando ativistas e ajuda humanitária, partem para Gaza a partir do porto de Marmaris, na Turquia, na quinta-feira, 14 de maio de 2026 Direitos de autor  Copyright 2025 The Associated Press. All rights reserved.
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De Rafael Salido & Rita Afonso
Publicado a Últimas notícias
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O Ministério dos Negócios Estrangeiros prevê que os portugueses detidos por Israel na flotilha regressem hoje a Portugal. Em Espanha, José Manuel Albares também admite uma possível deportação ainda hoje, via Turquia, e critica o polémico vídeo do ministro israelita Ben Gvir.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) afirmou hoje, em declarações à agência Lusa citada por vários meios de comunicação social portugueses, que "está previsto" que os dois cidadãos portugueses que foram detidos em Israel sejam deportados esta quinta para Portugal via Turquia.

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Trata-se de dois médicos portugueses, Maria Beatriz Bartilotti Matos e Gonçalo Reis Dias, que foram detidos na segunda-feira pelas autoridades israelitas, no âmbito da missão "Sumud Global Flotilla", que seguia para Gaza.

Também o governo espanhol prevê que os ativistas da flotilha Global Sumud detidos por Israel sejam deportados ainda hoje, após vários dias de contactos diplomáticos. Adiantou-o na quinta-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros, José Manuel Albares, que referiu que a transferência poderá ser feita via Turquia e que o cônsul de Espanha em Israel se deslocou ao aeroporto de Ramon perante a possibilidade de os cidadãos espanhóis embarcarem num voo previsto para o meio da tarde.

"Não está oficialmente confirmado, mas é o que está a ser falado entre os consulados", explicou, em declarações à "RTVE", o ministro Albares, que apontou para 44 o número de espanhóis afetados, sem, no entanto, confirmar um número definitivo. Sublinhou que Espanha acompanha de perto a situação e que os advogados dos detidos conseguiram contactar com eles, embora o cônsul ainda não os tenha conseguido ver.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros espanhol elevou o tom diplomático e exige "um pedido de desculpas imediato" pelo que considera um "tratamento humilhante", entendendo que os ativistas foram intercetados "em águas internacionais, fora de qualquer jurisdição israelita".

Albares advertiu que Espanha considera as autoridades israelitas responsáveis pela segurança dos detidos e vincou: "Se lhes acontecer alguma coisa, Israel será responsável". "Não se toca em nenhum cidadão espanhol", rematou o ministro.

O ministro confirmou ainda que o governo espanhol convocou a encarregada de negócios israelita e enviou uma nota diplomática a exigir a libertação dos detidos. O protesto surge num contexto de forte tensão, após a divulgação de um vídeo do ministro israelita da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, que Albares classificou como "odioso, desumano e monstruoso".

Albares defendeu o caráter pacífico e humanitário da missão e sustentou que "não há qualquer explicação possível" para a atuação israelita. O único objetivo era permitir "que a ajuda humanitária pudesse entrar em Gaza", afirmou, enquanto o Executivo confia em que a deportação dos ativistas para Espanha se concretize ao longo desta quinta-feira.

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