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Pedro Sánchez denuncia tácticas de fome e critica tratamento à Flotilha

O chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez, intervém na sede da FAO, Roma, 26.05.2026
O chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez, intervém na sede da FAO, Roma, 26.05.2026 Direitos de autor  Copyright 2026 The Associated Press. (AP Photo/Alessandra Tarantino)
Direitos de autor Copyright 2026 The Associated Press. (AP Photo/Alessandra Tarantino)
De Escarlata Sánchez
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Em visita à sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, Pedro Sánchez alertou que os ataques aos sistemas alimentares ameaçam a prosperidade mundial e apelou a um fim definitivo da violência.

O chefe do governo espanhol, Pedro Sánchez advertiu que os ataques contra os sistemas alimentares põem em risco a "prosperidade mundial" e apelou ao "fim definitivo da violência", durante uma visita à sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma.

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Sánchez participou na terça-feira numa reunião sobre o impacto que um eventual bloqueio do estreito de Ormuz na segurança alimentar e na nutrição poderá ter.

Sánchez condenou o tratamento dado por Israel aos ativistas da Flotilha Global Sumud, detidos quando tentavam entregar ajuda a Gaza.

Sánchez denunciou a situação em Gaza e acusou Israel de tentar vencer a guerra condenando a população à fome.

O chefe do executivo espanhol abriu com este ato a agenda da sua visita a Roma~e na quarta-feira, Sánchez será recebido pelo Papa no Vaticano.

320 milhões para projetos de segurança alimentar

Sánchez destacou a instalação do centro logístico do Programa Mundial de Alimentos, em Las Palmas de Gran Canaria, que "é essencial em todas as operações de ajuda na África Ocidental e no Sahel", bem como a copresidência, juntamente com o Brasil, da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.

O presidente do governo espanhol sublinhou no seu discurso que Espanha aumentou no ano passado em 13 % a dotação para ajuda ao desenvolvimento e destinou 320 milhões a projetos de segurança alimentar nos últimos dois anos, em parceria com a Cruz Vermelha e a Unicef na Palestina, no Líbano, no Mali, na Venezuela e no Haiti.

"É muito importante que as sociedades de todo o mundo vejam e ouçam que, com a mesma determinação com que rejeitamos as guerras, dizemos também não à fome", acrescentou o dirigente espanhol, antes de advertir que estas guerras "injustas e ilegais" estão a gerar crises alimentares globais à escala sem precedentes.

Candidatura de Luis Planas para dirigir a FAO

Pedro Sánchez defendeu também, esta terça-feira, a candidatura do seu ministro da Agricultura, Luis Planas para dirigir a FAO, que considerou um candidato sólido.

A candidatura de Planas à direção-geral da FAO desagradou ao governo italiano, que apoia para o cargo Maurizio Martina, atual vice-diretor do organismo, ex-secretário do Partido Democrata e ministro da Agricultura de Itália entre 2014 e 2018.

Itália transmitiu à presidência rotativa da UE, exercida por Chipre neste semestre, a sua perplexidade perante a candidatura de Planas, que considera incompreensível, e lembra que Espanha já conta com Álvaro Lario como representante à frente de uma agência da ONU em Roma, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA).

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