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Espanha lança plano social para o clima com 9 mil milhões em apoios à transição energética

Arquivo: Primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, discursa no Palácio da Moncloa, em Madrid, Espanha, sábado, 24 de novembro de 2018
Arquivo: Primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, discursa no Palácio de la Moncloa, em Madrid, Espanha, sábado, 24 de novembro de 2018 Direitos de autor  Copyright 2018 The Associated Press. All rights reserved
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De Escarlata Sánchez
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O plano, que o Governo tenciona enviar para Bruxelas até ao final do ano, assenta no acesso a habitação «digna e eficiente» e na promoção de uma mobilidade «sustentável e acessível».

O Governo de Espanha apresentou esta segunda-feira a proposta de Plano Social para o Clima, que prevê cerca de 9 mil milhões de euros em apoios públicos centrados na mobilidade e na habitação.

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Pedro Sánchez sublinhou a urgência de continuar a agir perante a emergência climática com uma transição ecológica justa, ao considerar que “a revolução energética não pode privilegiar apenas quem se pode dar ao luxo de mudar de carro, instalar painéis solares nos seus telhados ou reabilitar a sua casa sem apoio público”.

O plano prevê quase 4 700 milhões de euros para políticas de habitação, de forma a que os agregados familiares vulneráveis possam integrar esta transição e para que a “cultura da reabilitação” chegue a todos os bairros, para “ganhar qualidade de vida” ao mesmo tempo que os lares reduzem as faturas e as emissões poluentes.

“Que ninguém tenha de escolher entre chegar ao fim do mês ou ao fim do século”

“A transição ecológica só será bem-sucedida se for justa”, sublinhou Sánchez durante a apresentação do plano, defendendo que chegue a todos os cidadãos e a todos os territórios. “Que ninguém tenha de escolher entre chegar ao fim do mês ou ao fim do século”, advertiu, numa altura em que receia que o impulso ecologista possa perder ritmo devido a discursos negacionistas que “causam muitos danos”.

Os restantes 4 300 milhões de euros serão destinados à descarbonização do setor dos transportes e da mobilidade, também nas zonas rurais, através de apoios à renovação de veículos e de medidas orientadas para avançar para uma “quase gratuitidade” do transporte público, em linha com as iniciativas lançadas pelo Governo nos últimos anos.

Sánchez afirma que o combate à crise climática é compatível com o crescimento económico

O presidente do Governo defendeu a necessidade de acelerar a transição ecológica e rejeitou que o combate à crise climática seja incompatível com o crescimento económico. Sánchez sublinhou que, desde 2018, as emissões diminuíram 19% e o peso das renováveis na produção elétrica aumentou de 39% para 56%, ao mesmo tempo que se criou emprego e a economia cresceu.

Sara Aagesen, terceira vice-presidente do Governo e ministra da Transição Ecológica e do Desafio Demográfico, sublinhou que este novo plano é um “instrumento fundamental para tempos complexos”, em que “a emergência climática é uma realidade”. Neste sentido, defendeu que é preciso continuar a apostar na agenda verde, um dos pilares políticos do atual executivo.

O plano, que o Governo espera enviar para Bruxelas antes do final do ano, assenta no acesso a uma habitação “digna e eficiente” e na promoção de uma mobilidade “sustentável e acessível”.

Uma oportunidade de transformação

O ministro dos Transportes, Óscar Puente, insistiu na necessidade de garantir o acesso à mobilidade como um “direito fundamental”. Na sua opinião, o novo plano pode ajudar a consolidar a ideia de que a transição energética não deve ser vista como um peso, mas como uma oportunidade de transformação.

Na mesma linha, a ministra da Habitação, Isabel Rodríguez, relacionou o projeto com os recentes protestos pelo acesso a uma habitação condigna e apresentou-o como uma nova fase do plano de recuperação impulsionado pelo executivo. Rodríguez reivindicou os resultados dessa estratégia e defendeu que o combate às alterações climáticas deve continuar a ser uma prioridade política, sobretudo para proteger os setores mais vulneráveis.

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