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Conheça o top 10 das capitais europeias mais preparadas para fenómenos extremos

Vista sobre Estocolmo, Suécia
Vista sobre Estocolmo, Suécia. Direitos de autor  Raphael Andres via Unsplash.
Direitos de autor Raphael Andres via Unsplash.
De Liam Gilliver
Publicado a Últimas notícias
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Europa é o continente que mais depressa aquece, o que sublinha a urgência de reduzir emissões e reforçar a resiliência climática.

Capitais do norte e do leste da Europa revelam maior resistência a fenómenos extremos ligados às alterações climáticas do que outras cidades europeias, de acordo com uma das maiores bases de dados sobre adaptação climática.

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A Europa foi identificada como o continente que mais rapidamente está a aquecer, abrindo caminho a fenómenos meteorológicos mais extremos, como vagas de calor mortais, incêndios florestais e cheias.

Segundo um relatório do Serviço de Alterações Climáticas Copernicus (C3S), condições quentes e temperaturas acima da média foram registadas em pelo menos 95 por cento do continente no ano passado.

A União Europeia afirma que o relatório "sublinha a urgência" do bloco reduzir as emissões de gases com efeito de estufa até atingir a neutralidade carbónica e de "reforçar a sua resiliência aos impactos climáticos".

Capitais europeias mais resilientes ao clima:

Um novo índice da iniciativa COOLCITY (fonte em inglês), liderada pela Polónia, analisou mais de 11 mil áreas urbanas europeias para avaliar quais estão fisicamente melhor preparadas para enfrentar os desafios climáticos.

Liderado pela MGGP Aero, uma empresa especializada em levantamentos aéreos e deteção remota, o Índice COOLCITY (CCI) combina dados de satélite, varrimento a laser aéreo e inteligência artificial para analisar os ambientes urbanos.

O CCI avalia as características naturais e construídas que protegem as cidades do calor, das cheias e da seca.

Atribui a cada cidade uma pontuação de zero a 10 com base em cinco desafios essenciais de adaptação: permeabilidade do solo, estado da vegetação, biodiversidade, condições da água e condições térmicas.

Entre as capitais europeias, Estocolmo, na Suécia, lidera a classificação, com uma pontuação CCI de 6,7. Representa uma subida de 0,3 pontos face ao ano passado, que retirou Vilnius, na Lituânia, do primeiro lugar.

Eis as 10 capitais mais resistentes ao clima e as respetivas pontuações:

  1. Estocolmo, Suécia: 6,7
  2. Vilnius, Lituânia: 6,4
  3. Riga, Letónia: 6,3
  4. Tallinn, Estónia: 5,9
  5. Helsínquia, Finlândia: 5,8
  6. Zagrebe, Croácia: 5,8
  7. Bratislava, Eslováquia: 5,7
  8. Varsóvia, Polónia: 5,7
  9. Berlim, Alemanha: 5,6
  10. Praga, Chéquia: 5,5

Estocolmo é a capital europeia mais resiliente ao clima

Estocolmo obteve uma pontuação elevada em permeabilidade do solo (8,4 em 10), o que significa que grande parte da chuva consegue infiltrar-se no terreno em vez de provocar inundações.

A geografia desempenha um papel importante, já que Estocolmo está rodeada por florestas e reservas naturais, mas a cidade também tem investido em manter essa vantagem.

Depois de nomear o primeiro "responsável pelas árvores" em 2001, as árvores urbanas prosperaram graças à invenção das "covas de árvore de Estocolmo", que criam condições de solo semelhantes às de uma floresta sob superfícies duras, alimentando as raízes e absorvendo a água da chuva.

Não surpreende, por isso, que a cidade tenha igualmente obtido uma boa pontuação no estado da vegetação (6,2), indicador que avalia a saúde e a cobertura de árvores e espaços verdes que ajudam a refrescar as cidades e a absorver água.

Este fator, combinado com a composição única da cidade, formada por 14 ilhas onde o lago de água doce Mälaren desagua no mar Báltico, significa que Estocolmo também registou uma boa classificação nas condições térmicas (6,7), já que as superfícies urbanas dispõem de muitos mecanismos de arrefecimento.

A ampla rede de cursos de água da cidade recebeu igualmente uma boa pontuação nas condições da água (6,4), refletindo a sua qualidade e abrangência. Em biodiversidade, Estocolmo obteve 5,6.

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