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Zelenskyy pede mísseis Patriot a Trump, confirma conselheiro

Lançadores de mísseis Patriot adquiridos aos EUA, vistos posicionados em Varsóvia, 6 de fevereiro de 2023
Lançadores de mísseis Patriot adquiridos aos Estados Unidos vistos posicionados em Varsóvia, 6 de fevereiro de 2023 Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Gavin Blackburn
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A guerra com o Irão, em que aliados dos EUA consumiram grandes quantidades de munições antiaéreas para proteger o Golfo, agravou a escassez que a Ucrânia enfrenta desde o início da invasão.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, instou os Estados Unidos a fornecerem mais munições para os sistemas de defesa antiaérea Patriot, de forma a contrariar os mísseis balísticos russos, segundo um documento consultado pela agência noticiosa AFP esta quarta-feira.

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O pedido evidencia dependência quase total da Ucrânia dos aliados ocidentais para abater os ataques de mísseis russos, apesar de o país ter sido pioneiro num sistema de interceção de drones de longo alcance que é invejado por algumas das forças armadas mais avançadas do mundo.

A informação surge poucos dias depois de um dos piores ataques combinados de mísseis e drones lançados contra Kiev desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, há mais de quatro anos, que provocou destruição em toda a capital.

Numa carta datada de 26 de maio e dirigida ao presidente Donald Trump, Zelenskyy pediu aos Estados Unidos que "nos ajudem a garantir este instrumento vital de proteção contra o terror russo, os mísseis Patriot PAC-3 e sistemas adicionais, para travar os mísseis balísticos russos e outros ataques com mísseis russos".

Um conselheiro de Zelenskyy, Dmytro Lytvyn, confirmou a jornalistas, numa troca de mensagens via WhatsApp, que "foi enviada uma carta ao presidente e ao Congresso".

Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, chega à cimeira B9 no Palácio Presidencial de Cotroceni, em Bucareste, 13 de maio de 2026
Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, chega à cimeira B9 no Palácio Presidencial de Cotroceni, em Bucareste, 13 de maio de 2026 AP Photo

Em declarações à parte à AFP, um alto responsável da presidência ucraniana admitiu que encontrar munições para os sistemas avançados de defesa antiaérea fornecidos pelos aliados ocidentais de Kiev é «complicado».

"É simplesmente difícil encontrar mísseis neste momento, quando há tantas outras encomendas no Golfo e noutros sítios semelhantes", referiu a mesma fonte.

"E os fornecimentos através do PURL também abrandaram", acrescentou, numa referência a um mecanismo que permite aos aliados europeus da Ucrânia comprarem armas aos Estados Unidos em nome de Kiev.

A guerra no Irão, durante a qual aliados de Washington gastaram grandes quantidades de munições de defesa antiaérea para proteger instalações no Golfo, agravou a escassez que a Ucrânia enfrenta desde o início da guerra.

Ao mesmo tempo, o sucesso da Ucrânia na guerra com recurso a drones chamou a atenção dos ricos Estados do Golfo, alvo dos mesmos tipos de drones de conceção iraniana que o país domina agora a forma de neutralizar.

Estados Unidos mantêm-se disponíveis para mediar

A revelação da carta enviada a Trump surgiu um dia depois de o secretário de Estado, Marco Rubio, ter afirmado que Washington continua pronto para mediar na guerra entre a Rússia e a Ucrânia, depois de Moscovo ter ameaçado novos ataques contra Kiev.

O aviso russo, que incluiu um apelo para que os diplomatas estrangeiros abandonem a capital ucraniana, representa uma nova escalada numa guerra com mais de quatro anos, com Moscovo a prometer ataques "sistemáticos" contra Kiev, incluindo contra "centros de tomada de decisão".

A oferta de Rubio surgiu depois de a Rússia ter castigado a Ucrânia no fim de semana, alegadamente com o disparo de dois mísseis hipersónicos Oreshnik, e na sequência de uma conversa telefónica com o ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov.

Equipas de resgate tentam apagar um incêndio num edifício residencial após um ataque russo contra Kiev, 24 de maio de 2026
Equipas de resgate tentam apagar um incêndio num edifício residencial após um ataque russo contra Kiev, 24 de maio de 2026 AP Photo

"Sempre que se vêem estes grandes ataques de um lado ou do outro, é um lembrete de porque é que esta é uma guerra terrível, que já dura há mais tempo do que a Segunda Guerra Mundial e tem de chegar ao fim", afirmou Rubio aos jornalistas durante uma visita oficial à Índia.

O bombardeamento russo do fim de semana, com dezenas de drones e mísseis, matou quatro pessoas e provocou estragos generalizados em toda a capital ucraniana.

Entre as armas usadas pela Rússia esteve o míssil hipersónico Oreshnik, que pode atingir dez vezes a velocidade do som e é capaz de transportar ogivas nucleares, segundo Moscovo.

Outras fontes • AFP

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