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Ucrânia alerta Lukashenko: 500 alvos já identificados na Bielorrússia

Militares ucranianos da Companhia Cerberus de Sistemas Terrestres Não Tripulados da 60.ª Brigada Mecanizada, 3.º Corpo de Exército, em exercício, Ucrânia, 24 de maio de 2026
Militares ucranianos da Companhia Cerberus de Sistemas Não Tripulados, 60.ª Brigada Mecanizada do 3.º Corpo, em exercício, Ucrânia, 24 de maio 2026 Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Sasha Vakulina
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Em plena escalada de tensões com Minsk, comandante militar ucraniano alerta Aleksandr Lukashenko contra maior envolvimento da Bielorrússia na guerra total da Rússia.

O Comandante das Forças de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia, Robert Brovdi afirmou que os militares já identificaram "500 potenciais alvos" na Bielorrússia, ao mesmo tempo que advertiu Aleksandr Lukashenko contra um envolvimento mais profundo de Minsk na guerra da Rússia contra a Ucrânia.

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“Os primeiros 500 alvos já foram identificados. Um conselho gratuito e bem prático: não se metam no caminho da Ucrânia”, escreveu Brovdi numa publicação no Facebook, esta terça-feira.

Brovdi, cujo indicativo militar é “Magyar”, respondeu também às ameaças do ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, que afirmou na segunda-feira que a Rússia planeia “ataques sistemáticos a alvos em Kiev”.

Salientou que nove das 13 refinarias de petróleo russas deixaram de funcionar após ataques de drones ucranianos e das forças sob o comando de “Magyar”.

Bielorrússia na guerra da Rússia

Cresce na Ucrânia a preocupação de que a Bielorrússia possa ser arrastada para um envolvimento mais profundo na guerra em grande escala travada pela Rússia.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, reuniu-se na terça-feira, em Kiev, com a líder no exílio da oposição bielorrussa, Sviatlana Tsikhanouskaya, poucos dias depois de Lukashenko ter sugerido um encontro com Zelenskyy.

“Lukashenko disse que é altura de os presidentes da Ucrânia e da Bielorrússia se encontrarem e, eis que aparece Sviatlana Tsikhanouskaya”, afirmou Zelenskyy, troçando abertamente da proposta de Lukashenko para se reunirem em Kiev ou em Minsk.

“Valorizamos todas as manifestações de apoio dos bielorrussos a uma Ucrânia livre e sabemos que chegará o dia em que as relações de boa vizinhança entre os nossos Estados serão restabelecidas, com base na verdadeira independência tanto da Ucrânia como da Bielorrússia em relação a Moscovo”, declarou Zelenskyy.

“A Ucrânia nunca representou uma ameaça para a Bielorrússia”, sublinhou.

“E estamos gratos aos bielorrussos que estão hoje ao lado da Ucrânia, numa altura em que se decide o futuro da nossa independência e da independência de todas as nações que fazem fronteira com a Rússia.”

Na semana passada, o presidente ucraniano afirmou que Kiev está preparada para tomar medidas “preventivas” contra Moscovo e a liderança bielorrussa perante potenciais ameaças militares ao norte da Ucrânia, num contexto de exercício nuclear russo-bielorrusso e das consequentes tensões com os membros europeus da NATO, desencadeadas por incursões de drones no Báltico.

“A liderança de facto da Bielorrússia” deve “manter-se em alerta, isto é, compreender claramente que haverá consequências se forem tomadas ações agressivas contra a Ucrânia, contra o nosso povo”, disse Zelenskyy durante uma visita a Slavutych, cidade situada a cerca de 50 quilómetros da fronteira bielorrussa.

No início de abril, Zelenskyy afirmou também que, segundo relatórios militares ucranianos, a Bielorrússia está a construir estradas em direção à fronteira ucraniana e a instalar posições de artilharia junto à Ucrânia.

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