Ministra da Saúde reconhece "procura substancialmente maior" e lançou alerta de nível 1 nos planos de contingência. Ana Paula Martins garante que Portugal está preparado para enfrentar os efeitos do calor extremo.
Com os termómetros a aproximarem-se dos 40 graus em alguns distritos de Portugal, os serviços de saúde têm registado uma maior procura, o que já fez o governo ativar o plano de contingência para garantir uma assistência pronta à população.
"Neste momento, já temos o INEM com um número muito considerável de chamadas, de pedidos de apoio por causa do excesso de temperatura que se está a verificar", afirmou a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, citada pela Lusa, adiantando que o executivo acionou "um alerta de nível 1 em termos do plano de contingência".
Em declarações aos jornalistas, na quarta-feira, à saída da sessão de apresentação do Índice de Saúde Sustentável no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, a governante admitiu estar preocupada com as consequências do calor extremo, mas deixou claro que o país tem capacidade de resposta.
"Estamos preparados, naturalmente, muito vigilantes e, hora a hora, a acompanhar a situação", assegurou.
Numa semana de temperaturas muito elevadas, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) coloca esta quinta-feira quase todos os distritos do território continental sob aviso amarelo, exceto Aveiro, Leiria, Lisboa e Faro.
O aviso está em vigor até às 18:00 de hoje, embora continue ativo até à mesma hora de sábado em Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja, com estes dois últimos distritos a chegarem aos 37 graus de temperaturas máxima nos próximos dois dias.
Recomendações da DGS
Perante a vaga de calor, a Direção-Geral da Saúde (DGS) publicou uma série de recomendações a seguir, alertando para os perigos da "desidratação ou de descompensação de doenças crónicas".
É pedido à população que beba água com frequência (pelo menos 1,5 litros/dia) e procure ambientes frescos ou climatizados pelo menos durante duas a três horas por dia.
A exposição direta ao sol deve ser evitada, sobretudo entre as 11h00 e as 17h00, estando recomendado o uso de roupas de cor clara, leves e largas, que cubram a maior parte do corpo, bem como de chapéu e óculos de sol com proteção ultravioleta.
A DGS faz ainda um apelo para que seja dada uma atenção especial aos grupos mais vulneráveis ao calor: crianças, pessoas idosas, doentes crónicos, grávidas ou trabalhadores com atividade no exterior.