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Europa enfrenta onda de calor histórica e sem precedentes

Pessoas passeiam na praça do Trocadéro, junto à Torre Eiffel, durante uma onda de calor, em 2 de julho de 2025, em Paris.
Pessoas passeiam na praça do Trocadéro, perto da Torre Eiffel, durante uma onda de calor, em 2 de julho de 2025, em Paris. Direitos de autor  Copyright 2025 The Associated Press. All rights reserved
Direitos de autor Copyright 2025 The Associated Press. All rights reserved
De Amandine Hess com AFP
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A temperatura chegou aos 35 °C perto de Londres e poderá atingir 39 °C em algumas zonas de França.

A onda de calor que afeta a França e grande parte da Europa é "completamente sem precedentes e histórica", afirmou o meteorologista da Météo-France Adrien Warnan.

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Os termómetros chegaram aos 35 ºC perto de Londres e podem atingir 39 ºC em algumas zonas de França.

Já os britânicos enfrentam o mês de maio mais quente de que há registo.

"Bem, trabalho na cozinha, por isso é horrível", diz Renata Stankeviciute, uma chef lituana a viver em Inglaterra.

Em Paris, os turistas adaptam as visitas a uma onda de calor sem precedentes.

"Na primeira parte do dia, corre tudo bem e é interessante. Mas depois vou para o meu apartamento e limito-me a dormir, porque preciso de ter mais energia, porque está tanto, tanto calor nesta altura", conta Sabina Ismailova, turista ucraniana de 29 anos.

Cerca de 1.500 pessoas morreram devido ao calor em Inglaterra no verão passado, indicou a autoridade britânica de segurança sanitária.

O diretor de Política e Comunicação do Grantham Research Institute on Climate Change and the Environment, da London School of Economics, afirma que o Reino Unido terá de alterar casas e locais de trabalho para os tornar menos perigosos.

"Sabemos que as temperaturas que atingimos ontem, que chegaram quase aos 35 graus em Londres, infelizmente terão provavelmente causado a morte a centenas de pessoas em todo o país, pessoas com problemas de saúde pré-existentes, sobretudo doenças respiratórias. E morrem sobretudo em casas que sobreaquecem".

A atual onda de calor não constitui uma emergência, afirmou a ministra francesa da Saúde, Stéphanie Rist, ainda que tenha apelado à população para ter cuidado e seguir as recomendações de segurança.

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