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Países Baixos: polícia detém quatro suspeitos de drogar e abusar de mulheres

Polícia neerlandesa na rua em Haia, 29 de novembro de 2019
Polícia holandesa na rua em Haia, 29 de novembro de 2019 Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Gavin Blackburn
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A polícia admite novas detenções e apreendeu computadores, telemóveis e suportes de armazenamento de dados nas casas dos homens já detidos.

A polícia neerlandesa anunciou ter detido quatro homens no âmbito de uma investigação em que várias mulheres terão sido drogadas e alvo de agressões sexuais, num caso que evoca o de Gisèle Pelicot, que chocou França.

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"Informações recolhidas indicam que várias mulheres nos Países Baixos poderão ter sido drogadas por alguém do seu círculo mais próximo", disse a polícia em comunicado.

"De seguida, foram cometidos atos sexuais sobre as vítimas enquanto eram filmadas", acrescentaram as autoridades.

Os suspeitos, cujas identidades não foram divulgadas em conformidade com as regras neerlandesas de proteção de dados, foram detidos depois de a polícia, com base em informações partilhadas pelas autoridades da Alemanha e do Reino Unido, ter revistado várias habitações em diferentes pontos dos Países Baixos ao longo de dois dias da semana passada.

Segundo o comunicado, a polícia está a analisar as provas para determinar quantas vítimas foram abusadas.

"O que é claro é que se trata de um caso com um impacto enorme", afirmou Milou van der Kolk, da Equipa de Crimes Sexuais da polícia de Roterdão.

A mesma responsável acrescentou que os homens são suspeitos de usar grupos de conversação nas redes sociais para partilhar imagens de abusos sexuais e informação sobre a melhor forma de drogar pessoas.

Continua por apurar quantas pessoas foram abusadas. A polícia procura identificar vítimas a partir de imagens encontradas em telemóveis e computadores apreendidos nas buscas realizadas na semana passada.

São possíveis mais detenções, adiantou a polícia, que apreendeu computadores, telemóveis e dispositivos de armazenamento de dados nas casas dos homens detidos.

"A notícia de que o seu parceiro ou uma pessoa conhecida possa tê-la ou tê-lo drogado e talvez até violado, ou tentado fazê-lo, pode virar a sua vida completamente do avesso", disse van der Kolk.

Em dezembro de 2024, o ex-marido de Pelicot, Dominique Pelicot, e outros 50 homens foram condenados por a terem agredido sexualmente entre 2011 e 2020, enquanto era dopada até ficar incapaz de reagir.

Ele foi condenado a 20 anos de prisão, enquanto os restantes arguidos receberam penas entre três e 15 anos.

Dominique Pelicot, com quem Gisèle Pelicot foi casada durante quase 50 anos, reconheceu que, durante anos, misturou sedativos na comida e nas bebidas da mulher para a violar e convidar outros homens a fazerem o mesmo.

Outras fontes • AP, AFP

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