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Viktor Orbán regressa a Bruxelas após derrota eleitoral na Hungria

Primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán fala aos apoiantes após conhecer resultados das legislativas em Budapeste, Hungria, 12 de abril de 2026. (Foto AP/Petr
Primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán discursa a apoiantes após conhecer resultados das eleições legislativas em Budapeste, domingo, 12 de abril de 2026 (AP Photo/Petr Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Sandor Zsiros
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O antigo primeiro-ministro húngaro regressa a Bruxelas na próxima semana, pela primeira vez desde a derrota eleitoral de abril.

O antigo primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán regressa a Bruxelas na próxima semana, pela primeira vez desde a derrota eleitoral, para participar numa cimeira de dirigentes dos Patriotas pela Europa, a aliança de extrema-direita que ajudou a criar.

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Orbán junta-se a outros líderes dos Patriotas pela Europa, incluindo o primeiro-ministro da Chéquia, Andrej Babiš, a 17 de junho, no encontro tradicional do grupo que antecede a cimeira do Conselho Europeu de 18 e 19 de junho, disse o seu porta-voz, Bertalan Havasi, à Euronews.

Na cimeira, a Hungria será representada pelo novo primeiro-ministro, Péter Magyar, na primeira participação do país neste encontro sem Orbán em quase duas décadas.

A vitória esmagadora do Partido Tisza de Magyar, em abril, pôs fim a 16 anos de poder de Orbán. A mensagem central de campanha de Magyar foi combater a corrupção e restabelecer os laços da Hungria com a União Europeia. O novo chefe de governo prometeu ainda desmantelar a estrutura de poder político de Orbán.

Desde a derrota, Orbán afastou-se em grande medida da vida pública e praticamente desapareceu das redes sociais. Não tomou posse do lugar no Parlamento húngaro, mas manteve a presidência do partido Fidesz. Prometeu liderar uma renovação do Fidesz ao longo do próximo ano.

A derrota eleitoral desencadeou críticas dentro do Fidesz, com alguns militantes a questionarem tanto a liderança de Orbán como uma campanha fortemente centrada na guerra na Ucrânia.

Durante o tempo em que esteve no poder, Orbán foi frequentemente fonte de tensão na União Europeia. Bloqueou repetidamente pacotes de apoio da UE à Ucrânia e manteve laços estreitos com o presidente russo, Vladimir Putin. A Comissão Europeia congelou igualmente parte dos fundos europeus destinados à Hungria, invocando preocupações com a corrupção e o Estado de direito.

Desde que tomou posse, o governo de Magyar tem conduzido negociações intensivas com a Comissão Europeia para desbloquear os fundos congelados. Ao abrigo de um acordo político alcançado no final de maio, a Hungria garantiu acesso a 16,4 mil milhões de euros dos 17 mil milhões anteriormente retidos.

Magyar também inverteu a política de vetos de Orbán na UE, abrindo caminho para a Ucrânia iniciar as negociações de adesão, após um acordo bilateral com Kiev sobre os direitos das minorias húngaras na Ucrânia.

Fundado em 2024 por Orbán, o Patriotas pela Europa é o terceiro maior grupo político no Parlamento Europeu. Durante a visita a Bruxelas, o antigo primeiro-ministro húngaro dará uma conferência de imprensa.

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