Ataques de Kiev à indústria energética russa provocam grave crise de combustível na Crimeia, com longas filas nos postos e oferta limitada.
Vendas de gasolina na Crimeia, ocupada pela Rússia, serão suspensas a partir de domingo de manhã, numa altura em que a crise de combustíveis se aprofunda na península.
“Hoje, 21 de junho, a partir das 9h00, as vendas de combustível nos postos de abastecimento da Crimeia serão suspensas para pagamentos em numerário, eletrónicos e com vales, tanto para particulares como para pessoas coletivas”, anunciou Sergey Aksyonov, governador da Crimeia apoiado por Moscovo, numa publicação no Telegram.
“O combustível será vendido apenas a organismos estatais que garantem o funcionamento e a segurança da República da Crimeia”, acrescentou, pedindo igualmente aos residentes que mantenham a calma.
A ofensiva de Kiev contra o setor energético russo desencadeou uma grave crise de combustíveis na Crimeia, com longas filas nos postos de abastecimento e oferta limitada.
A Ucrânia tem atacado cada vez mais instalações petrolíferas russas nos últimos meses, atingindo refinarias, terminais e depósitos, bem como camiões‑cisterna com destino à Crimeia.
No domingo, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, afirmou que as forças ucranianas atingiram instalações “em ambos os lados da ponte da Crimeia”, incluindo “a logística marítima utilizada para transportar petróleo na região de Krasnodar e um depósito de petróleo em Kerch temporariamente ocupada”.
O ministro da Defesa da Ucrânia, Mykhailo Fedorov, afirmou que Kiev procura isolar a Crimeia através de ataques de drones.
“As cadeias logísticas estão a ser cortadas”, disse em entrevista ao canal de YouTube Pressing.
“Parece que, num futuro próximo, a Crimeia se vai transformar numa ilha”, acrescentou. “Isso poderá ter consequências muito inesperadas para os russos.”
Ao mesmo tempo, ataques russos no leste da Ucrânia causaram três mortos e 22 feridos, segundo as autoridades locais, este domingo.
Uma pessoa morreu e nove ficaram feridas na sequência de uma vaga de ataques contra três distritos de Dnipropetrovsk, de acordo com Oleksandr Ganzha, chefe da Administração Militar Regional de Dnipropetrovsk.
Duas empresas também foram atingidas na região de Poltava, no sábado, segundo o chefe da Administração Militar Regional de Poltava, Vitaliy Dyakivnych.
Dois pessoas morreram no ataque e 13 ficaram feridas, de acordo com Dyakivnych.