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Lituânia segue exemplo da Finlândia e avança para levantar proibição de armas nucleares

ARQUIVO: presidente da Lituânia, Gitanas Nauseda, faz declaração antes da cimeira da Força Expedicionária Conjunta (JEF), em Helsínquia, 26 de março de 2026
ARQUIVO: Presidente da Lituânia Gitanas Nausėda fala antes da cimeira da Joint Expeditionary Force (JEF) em Helsínquia, a 26 março 2026 Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Sasha Vakulina
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Presidente Gitanas Nauseda afirmou que a proibição constitucional da Lituânia a armas nucleares e bases estrangeiras está desatualizada, após a Finlândia revogar a sua, suscitando ameaças russas de destruir metade do país nórdico.

O presidente da Lituânia, Gitanas Nauseda, afirmou que os principais dirigentes políticos do país báltico acordaram que deve ser retirada a proibição constitucional do estacionamento de armas nucleares em território nacional.

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Nauseda disse que o artigo 137 da Constituição da Lituânia, que proíbe explicitamente o estacionamento de armas de destruição em massa e o estabelecimento de bases militares estrangeiras em território lituano, se tinha tornado “desatualizado” e “obsoleto”, segundo a estação pública LRT.

“A situação geopolítica está a piorar. A nossa constituição foi escrita numa altura em que as circunstâncias geopolíticas eram totalmente diferentes”, afirmou Nauseda.

O país báltico acolhe um agrupamento tático multinacional da NATO, com uma presença permanente de até 5 000 militares alemães.

Mas a Lituânia está também rodeada por um arsenal com capacidade nuclear estacionado no enclave russo de Kaliningrado e na Bielorrússia, o aliado mais próximo de Moscovo.

Agora que os líderes dos partidos políticos da Lituânia chegaram a acordo de princípio para alterar a constituição do país, a questão é saber se a mudança será feita por votação parlamentar – como aconteceu na Finlândia – ou através de referendo.

Finlândia levanta proibição de armas nucleares

A Finlândia votou recentemente o fim da sua proibição de longa data das armas nucleares, permitindo ao país receber, transportar e facilitar a passagem de armamento nuclear no seu território, no quadro da defesa aliada.

A nova medida entrou em vigor na quarta-feira.

A Finlândia anunciou planos para se associar à empresa norte-americana de defesa Lockheed Martin na construção, em Tampere, do primeiro centro europeu de manutenção de sistemas de lançamento múltiplo de foguetes (MLRS).

A notícia provocou indignação e ameaças na Rússia, com o primeiro vice-presidente da Comissão de Defesa da Duma de Estado russa, Aleksey Zhuravlyov, a acusar a Finlândia de se estar a tornar “uma segunda Ucrânia” e a ameaçar abertamente que Moscovo tem capacidade militar para destruir metade do país.

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