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Finlândia: parlamento aprova lei para levantar proibição total de armas nucleares

Interior do parlamento finlandês em Helsínquia, 23 de outubro de 2012
Interior do parlamento finlandês em Helsínquia, 23 de outubro de 2012 Direitos de autor  CC BY-SA 3.0/Hteink.min
Direitos de autor CC BY-SA 3.0/Hteink.min
De Gavin Blackburn
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Finlândia pôs fim a décadas de não-alinhamento militar e aderiu à NATO em abril de 2023, em resposta à invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia.

O parlamento finlandês votou na quarta-feira o levantamento da proibição total de armas nucleares, para alinhar o país com a política de dissuasão da NATO após a adesão à aliança em 2023.

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O projeto-lei permitirá que armas nucleares sejam introduzidas, transportadas, fornecidas ou detidas na Finlândia sempre que a defesa militar do país o exigir.

Enquanto 125 deputados apoiaram a proposta do governo, 61 votaram contra e outros 13 estiveram ausentes do hemiciclo. Aprovada pelo parlamento, falta agora apenas a aprovação do presidente.

A decisão revoga a proibição nacional de importação, produção, posse e detonação de explosivos nucleares prevista na Lei da Energia Nuclear do país, que remonta à década de 1980.

Medida altera ainda o código penal para incluir exceções à proibição de armas nucleares.

Primeiro-ministro finlandês, Petteri Orpo, participa numa conferência de imprensa após a reunião dos países nórdicos e bálticos em Tallinn, a 9 de junho de 2026
Primeiro-ministro finlandês, Petteri Orpo, participa numa conferência de imprensa após a reunião dos países nórdicos e bálticos em Tallinn, a 9 de junho de 2026 AP Photo

"Com esta proposta, reforçamos a defesa da Finlândia e permitimos a utilização plena da dissuasão nuclear da NATO como proteção para a Finlândia", escreveu na terça-feira, no X, o ministro da Defesa, Antti Hakkanen, um dia antes da votação.

A Finlândia pôs fim a décadas de não alinhamento militar para aderir à NATO em abril de 2023, em resposta à invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia.

A proposta tem gerado debate na Finlândia nos últimos meses, com partidos da oposição a criticarem o afastamento em relação à posição de longa data de proibir armas nucleares.

Petteri Orpo afirmou no início de junho que a Finlândia se mostra interessada num esquema de dissuasão nuclear liderado pela França para reforçar a segurança no continente, mas ainda não foi tomada qualquer decisão.

Em março, o presidente francês, Emmanuel Macron, apresentou um programa segundo o qual a França, o único país da União Europeia com armas nucleares, poderá utilizar o seu arsenal atómico para reforçar a segurança no continente.

Outras fontes • AFP

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