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Parlamento Europeu pede investigação ao presidente da FIFA devido ao cartão vermelho de Balogun

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Gianni Infantino é presidente da FIFA desde 2016
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De Vincenzo Genovese
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Uma carta que circula no Parlamento Europeu apela à realização de uma investigação para apurar se a pressão exercida pela administração norte-americana influenciou a decisão da FIFA de anular a suspensão por cartão vermelho do avançado norte-americano Folarin Balogun.

O Parlamento Europeu entra na polémica sobre a pressão do presidente norte-americano Donald Trump sobre a FIFA para reverter a suspensão por cartão vermelho do avançado Folarin Balogun, que participou no jogo dos oitavos de final do Mundial em que os Estados Unidos perderam por 4-1 com a Bélgica.

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Um grupo de eurodeputados lançou terça-feira uma iniciativa que pede uma investigação ao papel do presidente da FIFA, Gianni Infantino, para apurar se a pressão da administração norte-americana influenciou a decisão.

A carta, a que a Euronews teve acesso, é dirigida às 27 federações de futebol da União Europeia e apela a que tomem medidas formais junto da FIFA, solicitando uma investigação ao processo de decisão que levou à anulação da suspensão de Balogun.

"Consideramos que chegou o momento de as federações europeias de futebol, todas elas associações-membro da FIFA, intervirem e pedirem que a FIFA investigue os processos de decisão no caso Balogun", lê-se no texto.

Balogun viu um cartão vermelho contestado no jogo da seleção dos Estados Unidos contra a Bósnia e Herzegovina, na semana passada, e deveria ter ficado de fora frente à Bélgica, num jogo de tudo ou nada, já que um cartão vermelho implica automaticamente um jogo de suspensão.

Trump admitiu mais tarde ter telefonado a Infantino por causa do cartão vermelho mostrado a Balogun, que classificou como injusto, mas garantiu não ter pedido nada em troca. A FIFA acabou por suspender a aplicação do castigo através de uma controversa lacuna jurídica que nunca tinha sido usada num Mundial desde a introdução dos cartões vermelhos.

Trump agradeceu depois a Infantino por "reverter uma grande injustiça". Infantino afirmou que, durante essa chamada, disse ao presidente norte-americano que o órgão disciplinar da FIFA é independente.

A decisão gerou indignação em toda a Europa.

A UEFA, órgão que gere o futebol europeu, classificou a decisão como "sem precedentes, incompreensível e injustificável", enquanto a Federação Belga de Futebol apresentou uma contestação formal à elegibilidade de Balogun.

O comissário europeu Glenn Micallef, responsável pela pasta do Desporto, considerou igualmente que a reversão foi "uma decisão errada".

A Carta do Parlamento foi iniciada pelos eurodeputados Barry Andrews (Renew Europe), Lara Wolters e Niels Fuglsang (Socialistas e Democratas) e está a circular entre os deputados para recolha de assinaturas até às 18h00 CET de quarta-feira.

Os signatários pedem às federações de futebol que garantam que "os altos responsáveis da FIFA sejam responsabilizados se existirem indícios de que estão a violar as regras de neutralidade política".

Recordam ainda outra carta, assinada por 50 eurodeputados e enviada à FIFA, que pedia uma investigação à atribuição do Prémio da Paz da FIFA ao presidente Trump.

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