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Calor intenso mantém-se em França até dia 14: há 350 focos de incêndio ativos

Um helicóptero larga água sobre um incêndio florestal em Ille-sur-Têt, no sul de França, esta segunda-feira, 6 de julho de 2026.
Helicóptero lança água sobre incêndio florestal em Ille-sur-Têt, no sul de França, esta segunda-feira, 6 de julho de 2026 Direitos de autor  Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved
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De Célia Gueuti
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Junho foi o mês mais quente de sempre na Europa Ocidental, segundo o instituto Copernicus. Em França, a vaga de calor mantém-se e cerca de dez incêndios continuam ativos na metade sul do país. As autoridades pediram o cancelamento de várias provas desportivas.

As temperaturas continuam a subir em França. Nove departamentos do oeste estão sob alerta vermelho de canícula para o dia de sexta-feira. Outros 76 departamentos do território continental francês estarão em alerta laranja. "Os 39-40 graus serão atingidos ou quase atingidos do Poitou-Charentes aos Países do Loire e ao Centro-Vale do Loire. Em Paris, são esperados 37 graus," detalha o organismo meteorológico francês Météo-France.

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Na quarta-feira, Canet-en-Roussillon (41,4 °C), Sète (41 °C) e Béziers (40,5 °C) já tinham registado novos recordes absolutos de temperatura, em qualquer mês, segundo a agência.

A onda de calor deverá persistir no território "pelo menos até 14 de julho".

O primeiro-ministro Sébastien Lecornu vai presidir na sexta-feira, às 10 horas, no Ministério do Interior, a uma célula interministerial de crise (CIC) dedicada à nova vaga de calor que atinge o país.

A Associação dos Médicos Urgentistas de França (Amuf) reclama esta quinta-feira "a anulação imediata ou o adiamento das competições desportivas exigentes previstas ao ar livre" em todo o país.

Incêndios continuam ativos

Numa altura em que o episódio de canícula se estende esta quinta-feira a 72 departamentos, França enfrenta também múltiplos incêndios. Mais de 7800 hectares já arderam desde o início de julho.

A Météo-France mantém o alerta vermelho para fogos florestais em cinco departamentos do Sudeste. "A seca, as temperaturas caniculares e a baixa humidade mantêm também grande parte do território em nível elevado de perigo", explica a agência. Segundo o ministro do Interior, "foram registados mais de 325 focos de incêndio em todo o território".

Um dos "maiores incêndios da história do departamento de Indre" destruiu cerca de 700 hectares de vegetação desde quarta-feira. O fogo está agora estabilizado, graças à intervenção de mais de 240 bombeiros, apoiados por 60 descargas de helicópteros bombardeiros de água e seis passagens de aviões Dash. Agricultores locais também participaram no esforço para controlar as chamas.

Nos Pirenéus Orientais, a situação está, entretanto, a melhorar. Os habitantes de mais nove municípios, incluindo Ille-sur-Têt, receberam autorização das autoridades para regressar a casa. Seis municípios permanecem, no entanto, sob ordem de evacuação. O fogo, que já consumiu mais de 5000 hectares, ainda não está estabilizado.

Na Saboia, a luta contra as chamas também continua. O incêndio que custou a vida a um bombeiro voluntário já tinha percorrido, na noite de quarta-feira, cerca de 60 hectares numa zona de difícil acesso, mobilizando 64 operacionais. A aldeia de montanha de Pralognan-la-Vanoise ficou isolada pelo incêndio: o acesso por estrada foi cortado. Entre 4 000 e 4 500 pessoas encontram-se atualmente retidas nesta estância de esqui, estima a autarca Martine Blanc. No departamento da Drôme, o fogo voltou a avançar e já percorreu 3000 hectares.

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