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Parlamento ucraniano aceita demissão da primeira-ministra numa remodelação governamental

ARQUIVO - A vice-primeira-ministra e ministra da Economia da Ucrânia, Yuliia Svyrydenko, discursa no Parlamento ucraniano em Kiev, quinta, 8 de maio de 2025
ARQUIVO – A vice-primeira-ministra e ministra da Economia da Ucrânia, Yuliia Svyrydenko, discursa no Parlamento ucraniano, em Kiev, a 8 de maio de 2025 Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Sasha Vakulina
Publicado a
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Após o parlamento ucraniano aceitar a demissão da primeira-ministra, a composição do próximo governo em tempo de guerra continua incerta e ainda não se sabe quais ministros manterão as pastas‑chave.

O parlamento ucraniano aceitou esta terça-feira a demissão da primeira-ministra Yulia Svyrydenko, dissolvendo o seu governo e abrindo caminho a uma remodelação do gabinete.

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O presidente Volodymyr Zelenskyy anunciou a remodelação em 12 de julho, afirmando que o governo precisava de um “reset”.

Zelenskyy afirmou ter oferecido a Svyrydenko uma nova função centrada na cooperação com um dos “parceiros-chave” da Ucrânia, alimentando a especulação de que poderá ser nomeada próxima embaixadora de Kiev em Washington.

Svyrydenko é bem conhecida nos meios políticos norte-americanos. Liderou as negociações do acordo sobre minerais entre os Estados Unidos e a Ucrânia, concluído no ano passado, o que ajudou a impulsioná-la até ao cargo de primeira-ministra no verão de 2025.

Segundo a comunicação social ucraniana, poderá ser substituída por Sergii Koretskyi, diretor-executivo da empresa estatal de energia Naftogaz, que acompanhou recentemente Zelenskyy na cimeira da NATO em Ancara, na Turquia.

Se for nomeado, Koretskyi assumirá funções numa altura em que a Ucrânia enfrenta ataques russos contínuos contra a sua infraestrutura energética. Kiev afirma que preparar o sistema para o próximo inverno é uma prioridade máxima, numa altura em que Moscovo prossegue a campanha para degradar a rede elétrica do país, mergulhando cidades na escuridão em pleno frio intenso.

Koretskyi está diretamente envolvido nesses esforços desde que se tornou diretor-executivo da Naftogaz, em maio de 2025, após ter sido nomeado pelo conselho de supervisão da empresa.

O seu mandato tem-se centrado em manter a estabilidade energética apesar dos ataques repetidos contra as unidades de produção.

Antes disso, Koretskyi chefiou as empresas públicas Ukrnafta e Ukrtatnafta entre novembro de 2022 e maio de 2025.

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