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Dívida comum pode resolver o problema do crescimento na Europa? Eurodeputados debatem no The Ring

Eurodeputados Markus Ferber (PPE) e Pasquale Tridico (A Esquerda) em The Ring
Eurodeputados Markus Ferber (PPE) e Pasquale Tridico (A Esquerda) em The Ring Direitos de autor  Euronews
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De Mared Gwyn Jones
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No episódio desta semana de The Ring, os eurodeputados Markus Ferber e Pasquale Tridico debatem se a dívida comum pode relançar a economia europeia e reforçar a sua competitividade

Uma proposta espanhola para que Bruxelas contraia até 850 mil milhões de euros por ano para financiar o crescimento reacendeu o antigo debate sobre a dívida conjunta da UE.

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Mas a perspetiva de endividamento conjunto continua a dividir os Estados-membros. Um grupo de países do sul – que inclui também a França – defende mais dívida partilhada para reforçar a competitividade, enquanto outro grupo de países frugais do norte se opõe com veemência e reclama regras mais rígidas e disciplina orçamental.

Neste episódio de The Ring, o programa semanal de debates da Euronews, dois eurodeputados destes campos opostos enfrentam-se diretamente.

Markus Ferber, conservador alemão, sustentou que mais endividamento colocará ainda mais pressão sobre as finanças públicas e não resolverá as causas profundas do crescimento lento, defendendo antes reformas na despesa.

Pasquale Tridico, eurodeputado italiano do partido Movimento Cinco Estrelas, descreveu a dívida pública como “uma das ferramentas mais importantes para o crescimento económico” e apelou à sua utilização mais alargada.

“Precisamos de aceitar a dívida comum. Não é apenas uma questão de solidariedade, é uma questão de economia bem construída”, afirmou o eurodeputado Tridico.

Ferber, por seu lado, afirmou que, como a UE procura adiar os reembolsos da dívida conjunta da era Covid, conhecida como fundos Next Generation, os mercados “não vão confiar em nós” para novo endividamento.

“Desejo-lhes a melhor sorte quando forem ao mercado pedir dinheiro”, disse. “Mas, no refinanciamento e no reembolso, desculpem, o mercado vai exigir taxas de juro elevadas.”

Ambos os eurodeputados falaram também da intensa concorrência global que a Europa enfrenta e do impacto prejudicial sobre as indústrias e a economia do bloco.

O excesso de capacidade industrial chinesa, impulsionado por subsídios estatais pesados, está a inundar o mercado da UE com exportações baratas e a representar uma ameaça existencial para as indústrias transformadoras.

A Comissão Europeia pondera uma resposta firme, mas fixou um prazo em outubro para obter resultados “concretos” nas conversações com Pequim.

“Não estamos a fazer o suficiente em relação à China porque não estamos a usar o único ativo que temos, que é o Mercado Único”, afirmou Ferber. Sustentou que as barreiras existentes no próprio Mercado Único da UE são tão significativas que têm um impacto económico equivalente à imposição de tarifas de 45% sobre o comércio dentro do bloco.

Este episódio de The Ring é apresentado por Mared Gwyn, produzido por Luis Albertos Altarejos e Amaia Echevarria, e editado por Vassilis Glynos.

Pode contactar-nos através do endereço: thering@euronews.com.

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