Enquanto milhares de ucranianos protestavam contra a demissão do ministro da Defesa Mykhailo Fedorov, o parlamento aprovou Serhii Koretskyi como primeiro-ministro, no âmbito da remodelação do governo promovida por Volodymyr Zelenskyy, medida menos contestada do que as mudanças na Defesa.
O parlamento da Ucrânia nomeou Serhii Koretskyi primeiro-ministro, no âmbito da mais recente remodelação do governo do presidente do país, Volodymyr Zelenskyy.
Koretskyi, que lidera a empresa estatal Naftogaz desde maio de 2025, foi proposto por Zelenskyy em 15 de julho, num gesto que passou praticamente despercebido, numa altura em que as atenções se concentravam num escândalo crescente no Ministério da Defesa.
A experiência de Koretskyi na Naftogaz «será inestimável, sobretudo agora que a Ucrânia se prepara para o que poderá ser o inverno mais difícil da sua história», afirmou David Arakhamia, líder da fação Servidores do Povo de Zelenskyy no Parlamento.
Koretskyi assume funções numa altura em que a Ucrânia enfrenta ataques russos contínuos contra as infraestruturas energéticas.
Kiev afirma que preparar o sistema para o próximo inverno é uma prioridade máxima, numa altura em que Moscovo prossegue a campanha para degradar a rede elétrica do país, deixando cidades sem eletricidade em plena vaga de frio.
Antes de entrar no setor energético estatal, Koretskyi construiu a carreira na indústria energética privada ucraniana. Mais tarde liderou as empresas públicas de energia Ukrnafta e Ukrtatnafta entre 2022 e 2025, um período marcado pela invasão em larga escala da Rússia e pelo crescente controlo de Kiev sobre ativos estratégicos.
Serhii Koretskyi assumiu oficialmente o cargo de presidente executivo da Naftogaz em maio de 2025, após a nomeação pelo conselho de supervisão da empresa, num mandato centrado em manter em funcionamento as infraestruturas energéticas da Ucrânia perante sucessivos ataques russos contra instalações de produção.
Koretskyi acompanhou recentemente Zelenskyy na cimeira da NATO em Ancara, Turquia.