A Rússia lançou 41 mísseis e 125 drones contra a Ucrânia durante a noite de sábado para domingo, um dia depois de Kiev ter atacado território russo com drones.
Morreu uma pessoa e pelo menos 16 ficaram feridas nos mais recentes ataques russos contra a Ucrânia. As ofensivas começaram por volta da 1h30 locais e prolongaram-se durante várias horas. A Força Aérea ucraniana indicou que a Rússia lançou 41 mísseis e 125 drones de ataque, a maioria dirigida contra Kiev e a região envolvente.
Os serviços de emergência locais referem que deflagraram incêndios em cinco zonas da cidade, com danos em edifícios residenciais, escritórios e instalações industriais. Várias pessoas foram retiradas de prédios em chamas nos bairros de Sviatoshynskyi e Shevchenkivskyi. Uma pessoa foi posteriormente encontrada morta.
Registaram-se também incêndios em Solomyanskyi, Desnianskyi e Dnipro. O Ministério russo da Defesa afirmou que o ataque contra Kiev visou infraestruturas ligadas às forças armadas ucranianas.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, afirmou que a maioria dos mísseis e drones foi dirigida contra a capital: "No total, ao longo desta semana, a Rússia utilizou cerca de 1450 drones de ataque, mais de 1640 bombas aéreas guiadas e 99 mísseis de vários tipos contra a Ucrânia", escreveu numa atualização na plataforma de redes sociais X.
O bombardeamento noturno ocorreu um dia depois de um ataque de drones em grande escala da Ucrânia contra alvos em território russo, incluindo vários armazéns e uma instalação petrolífera.
Trata-se do mais recente de uma série de ataques russos de grande envergadura contra Kiev nas últimas semanas, numa altura em que a Ucrânia enfrenta pressão crescente sobre os seus meios de defesa aérea.
Os sistemas Patriot são o meio mais eficaz de que a Ucrânia dispõe para intercetar mísseis balísticos russos, mas Kiev tem advertido repetidamente que não possui mísseis intercetores em quantidade suficiente.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no início deste mês que Washington iria conceder à Ucrânia uma licença para fabricar mísseis intercetores Patriot. Contudo, permanecem pouco claros os detalhes sobre onde e quando poderá arrancar a produção.