As ruas do centro de Kiev ecoaram com cânticos de "Vergonha" na quinta-feira, 16 de julho, enquanto centenas de manifestantes marchavam atrás de faixas onde se lia "O exército é prioritário". Entre a multidão, uma mulher com uma criança ao colo segurava um cartaz com a frase: "Não quero morrer."
O Presidente Volodymyr Zelenskyy demitiu Fedorov, de 35 anos, ao fim de seis meses no cargo, no âmbito de uma remodelação governamental mais ampla que levou também o parlamento a aceitar a demissão da primeira-ministra Yulia Svyrydenko e a aprovar Serhii Koretskyi, antigo presidente da empresa energética Naftogaz, para a substituir. Considerado um modernizador, Fedorov impulsionou a inovação nos drones e reformas a que é atribuído o abrandamento do avanço russo.
Zelenskyy não apresentou qualquer justificação pública para a demissão, embora relatos não confirmados apontem para tensões com o comandante das forças armadas, Oleksandr Syrskyi. Alguns responsáveis, incluindo um subcomandante da força aérea, apresentaram a demissão em protesto, enquanto manifestações semelhantes tiveram lugar em Dnipro e Odessa. É a quarta remodelação governamental na Ucrânia desde a invasão russa de 2022.