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Estados Unidos: NASA alerta para possível impacto de destroços de foguetão SpaceX na Lua

Prevê-se impacto inesperado de destroço de foguetão da SpaceX na Lua em agosto
Em agosto poderá ocorrer um impacto não planeado de um componente de foguetão da SpaceX na Lua. Direitos de autor  Esteban Felix/Copyright 2026 The AP. All rights reserved
Direitos de autor Esteban Felix/Copyright 2026 The AP. All rights reserved
De Franziska Müller
Publicado a Últimas notícias
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Em agosto, partes de um foguetão da SpaceX deverão embater na Lua. A colisão não foi planeada; especialistas acompanham o fenómeno. Será o impacto visível a partir da Terra?

A exploração do espaço tem, por vezes, consequências que nem sempre são imediatamente detetáveis. Segundo cientistas da NASA, no início de agosto poderá ocorrer uma colisão de parte de um foguetão com a Lua.

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Em janeiro de 2025, há cerca de um ano e meio, o foguetão "Falcon 9" da empresa SpaceX, de Elon Musk, enviou dois módulos de alunagem para a Lua. Agora, advertem o astrónomo norte-americano Bill Gray e a agência espacial dos EUA, a NASA, citados pela agência noticiosa dpa, uma etapa superior do foguetão poderá atingir a Lua de forma não planeada. De acordo com os cálculos, o impacto deverá ocorrer a 5 de agosto.

O portal especializado em espaço Space.com explica que, no início de julho, teve lugar um debate com especialistas sobre o impacto previsto. A iniciativa foi organizada pelo Solar System Exploration Research Virtual Institute (SSERVI) da NASA. A Lua é um ambiente dinâmico, explicou ao portal o especialista em observação lunar Brian Day, onde ocorrem alterações e impactos.

Colisão com a Lua é visível a partir da Terra?

Especialistas discutem atualmente se a colisão será visível a partir da Terra. Da perspetiva terrestre, o fragmento do foguetão poderá embater mesmo na orla da Lua. Segundo o portal, a nuvem de poeira gerada poderá ser iluminada pelo Sol e tornar-se assim visível.

A etapa superior do foguetão "Falcon 9" pesa cerca de quatro toneladas. De acordo com o portal Space.com, este lixo espacial desloca-se atualmente a mais de dois quilómetros por segundo.

A NASA considera reduzida a probabilidade de observar o impacto a partir da Terra. "Penso que será muito, muito difícil de ver, se não impossível", afirmou William Cooke, responsável da agência espacial norte-americana, citado pela agência noticiosa dpa.

Os cálculos relativos à possível colisão com a Lua já tinham sido divulgados em setembro. O trabalho é do astrónomo Bill Gray, do Project Pluto. Foi ele que desenvolveu o software de astronomia Guide, que permite a astrónomos amadores e profissionais acompanhar objetos próximos da Terra no espaço. O programa previu um impacto na Lua a 5 de agosto de 2026. Cálculos anteriores chegaram a apontar para uma possível colisão em março, como noticiou também a revista National Geographic. Segundo o astrónomo, o impacto não representa qualquer perigo.

Impactos não planeados de detritos espaciais

Devido ao aumento da quantidade de detritos espaciais, estes episódios poderão tornar-se mais frequentes.

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Já há quatro anos se registara um incidente semelhante. Imagens da sonda "Lunar Reconnaissance Orbiter" mostraram o impacto de detritos espaciais na Lua. Cientistas da NASA suspeitaram que se tratava de parte de um antigo foguetão chinês, mas Pequim rejeitou esses relatos. Também para fins de investigação são provocados, com alguma regularidade, impactos na superfície lunar, mas nesses casos de forma controlada e planeada.

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A colisão prevista para 5 de agosto de 2026 não foi planeada. A empresa de Elon Musk ainda não respondeu ao pedido de comentário da dpa.

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