Autoridades ucranianas relataram também um ataque a um centro comercial em Kryvyi Rih, no domingo; terá deflagrado um incêndio numa loja de bricolage Epitsentr após a ofensiva
Ataques russos em toda a Ucrânia causaram pelo menos oito mortos e dezenas de feridos nas últimas 24 horas.
No domingo, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, afirmou que uma pessoa morreu e nove ficaram feridas num ataque de drone contra a cidade de Kharkiv, no nordeste do país.
“Todos os serviços de emergência necessários foram mobilizados para o local”, disse Zelenskyy, acrescentando que vários edifícios residenciais foram atingidos.
Na região de Dnipropetrovsk, duas mulheres, de 35 e 74 anos, morreram depois de a Rússia ter atacado três distritos da área com drones, artilharia e bombas aéreas no sábado, segundo as autoridades locais.
Uma pessoa morreu e 12 ficaram feridas após novos ataques russos contra a região de Zaporizhzhia, no sudeste da Ucrânia.
Ivan Fedorov, chefe da Administração Militar Regional de Zaporizhzhia, afirmou na manhã de domingo que as forças russas efetuaram 1 029 ataques contra 50 localidades da região no último dia.
No domingo, Fedorov indicou que havia registo de mais uma vítima mortal após um ataque russo.
Mais duas pessoas terão morrido e 24 ficaram feridas na região de Kherson este fim de semana.
“As forças russas atingiram infraestruturas críticas e sociais, bem como zonas residenciais das localidades da região; em particular, danificaram 18 blocos de apartamentos e 17 casas particulares”, escreveu Oleksandr Prokudin, que dirige a Administração Militar Regional de Kherson, numa publicação no Telegram. “Os ocupantes destruíram ainda uma igreja, uma bomba de gasolina, lojas, gasodutos, um edifício agrícola, garagens privadas e automóveis”.
Na região de Sumy, no norte da Ucrânia, um homem de 53 anos foi morto e oito pessoas ficaram feridas na sequência de ataques russos.
Entretanto, as autoridades ucranianas comunicaram, no domingo, que um centro comercial em Kryvyi Rih foi atingido. Segundo relatos, deflagrou um incêndio numa loja de bricolage Epitsentr após o ataque.
Cazaquistão: presidente apela ao fim da guerra
No sábado, o presidente do Cazaquistão, Qasym-Jomart Toqayev, terá dito ao homólogo russo, Vladimir Putin, que deve pôr fim à sua guerra na Ucrânia.
“É uma vergonha, os jovens estão a morrer... Tudo isto tem de ser travado”, disse Toqayev, citado pela AFP.
Reagindo à notícia nas redes sociais, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha, agradeceu a Toqayev pela sua “mensagem realista, oportuna e sensata”.
“A Ucrânia propôs parar a guerra ao longo das atuais linhas da frente e recorrer à diplomacia, mas o Kremlin continua a rejeitar este caminho claro para a paz”, afirmou Sybiha num comunicado publicado na plataforma X.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, já tinha contestado as declarações de Toqayev, dizendo à agência Interfax, mais cedo no sábado, que era “impossível” “congelar” a guerra nesta altura.
Coreia do Norte
Zelenskyy alertou também, numa mensagem em vídeo na noite de sábado, que Moscovo está a pressionar a Coreia do Norte para enviar mais 30 000 militares em apoio ao esforço de guerra russo na Ucrânia.
O líder ucraniano afirmou que a Rússia tem vindo a preparar, desde junho, a sua receção na região de Voronezh e que Pyongyang procura igualmente fornecer lançadores adicionais para mísseis balísticos.
“Isto é uma ameaça não só para a Ucrânia”, disse Zelenskyy. “A Rússia está a ajudar a Coreia do Norte a aprender a travar uma guerra, a melhorar as suas armas e a adquirir experiência real de combate na sua utilização. Tudo isto representa uma ameaça para todos na Ásia que estejam ao alcance dos mísseis norte-coreanos”.
A Coreia do Norte tem enviado tropas para apoiar a invasão em larga escala da Rússia desde o outono de 2024, quando foram destacadas pela primeira vez para a região russa de Kursk.