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Plano de investimento da FIFA: eurodeputados querem Infantino no Parlamento Europeu

Presidente da FIFA, Gianni Infantino, discursa durante uma receção na Trump Tower com o presidente Donald Trump, em Nova Iorque, sexta-feira, 17 de julho de 2026.
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, discursa durante uma receção na Trump Tower com o presidente Donald Trump, em Nova Iorque, sexta‑feira, 17 de julho de 2026. Direitos de autor  Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved.
Direitos de autor Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved.
De Vincenzo Genovese & Peggy Corlin
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Numa altura em que as associações europeias de futebol ameaçam boicotar o Mundial, uma minuta de carta obtida pela Euronews acusa o presidente da FIFA de usar a organização como “escada para a carreira política”.

O Parlamento Europeu prepara-se para convocar o presidente da FIFA, Gianni Infantino, para uma audição sobre o seu controverso plano de permitir investimento privado nas competições do organismo, que gerou forte contestação no mundo do futebol e levou associações europeias de futebol a ameaçar um boicote ao próximo Mundial.

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Uma carta em versão preliminar, obtida pela Euronews e atualmente em circulação entre eurodeputados de todos os grupos políticos, convida Infantino a responder diretamente às questões dos legisladores, num espírito de “transparência e responsabilização democrática que a própria FIFA declarou publicamente apoiar”.

O plano prevê a criação de uma nova sociedade para gerir as competições da FIFA e a venda de participações até 20 por cento a investidores externos, entre os quais Joshua Kushner, cujo irmão, Jared, é genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A FIFA afirma que todas as federações nacionais devem ter oportunidade de analisar o plano numa consulta “aberta e democrática” e, por agora, resiste aos pedidos de suspensão do projeto vindos da União das Associações Europeias de Futebol (UEFA) e da Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caraíbas (CONCACAF).

Os grupos políticos do Parlamento Europeu estão preocupados com o projeto da FIFA.

“O bem global que representa o Mundial de Futebol não é algo que pertença a alguém para ser vendido”, disse à Euronews o eurodeputado irlandês Barry Andrews. “Estamos extremamente preocupados com o recente anúncio da FIFA.”

A versão preliminar da carta, divulgada pelo eurodeputado conservador polaco Bogdan Zdrojewski, foi enviada aos principais membros da Comissão de Cultura e Educação do Parlamento para aprovação. O texto atribui diretamente a Infantino a responsabilidade pela liderança da FIFA e apela a que compareça perante os eurodeputados para se explicar.

“Queremos expressar a nossa profunda preocupação com a atual liderança, governação e orientação da FIFA”, escrevem os eurodeputados, acrescentando que se trata de “uma traição ao seu dever para com os intervenientes do futebol – em especial os adeptos – em todo o mundo”.

Os legisladores europeus mostram-se preocupados com a ausência de consulta em torno do plano e com o facto de ter sido anunciado antes do ano de eleições presidenciais da FIFA, em 2027. Infantino já anunciou que se recandidatará.

“Sejamos muito claros: o Parlamento Europeu não ficará a assistir se a FIFA for tratada como um ativo pessoal, caixa de campanha e trampolim de carreira política”, escreveram os eurodeputados.

“Estes desenvolvimentos surgem num contexto mais amplo de indignação pública quanto às relações políticas, práticas comerciais e processos de decisão da FIFA – e, em particular, às suas próprias relações políticas, práticas comerciais e decisões.”

Se a carta for aprovada por uma maioria dos membros da comissão, o convite a Infantino será enviado formalmente em setembro.

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