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Ataques russos com mísseis balísticos em Kiev matam nove pessoas e ferem mais de 30

Vê-se um carro queimado após um ataque com míssil russo em Kiev, Ucrânia, sábado, 1 de agosto de 2026.
Carro queimado após ataque de míssil russo em Kiev, Ucrânia, sábado, 1 de agosto de 2026 Direitos de autor  Copyright 2026. The Associated Press. All rights reserved
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De Nathan Rennolds
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O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy afirmou que forças russas lançaram 35 mísseis, incluindo 27 balísticos, e 185 drones de ataque contra a Ucrânia durante a noite.

Ataques russos contra Kiev durante a noite mataram pelo menos nove pessoas e feriram mais de 30, numa noite que o presidente da câmara, Vitali Klitschko, descreveu como uma “noite horrível” para a capital.

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Segundo Klitschko, a Rússia lançou uma vaga de mísseis balísticos contra Kiev, que provocou danos em edifícios residenciais e não residenciais e originou incêndios em cinco distritos da cidade.

“Estão igualmente em curso operações de limpeza nas instalações da organização municipal ‘Kyivmedspetstrans’, que foi atingida duas vezes”, disse Klitschko. A Kyivmedspetstrans é uma agência da cidade que opera ambulâncias e transporte médico de emergência especializado.

Quatro edifícios da organização ficaram “parcialmente destruídos” nos ataques russos e cinco ambulâncias ficaram “completamente calcinadas”, segundo Klitschko.

Equipas de emergência e salvamento continuam a trabalhar nas zonas afetadas.

Volodymyr Zelenskyy, presidente ucraniano, afirmou no sábado que as forças russas lançaram 35 mísseis, incluindo 27 mísseis balísticos, e 185 drones de ataque contra a Ucrânia durante a noite.

“Kiev foi o principal alvo, mas os ataques atingiram também as regiões de Dnipro, Sumy, Kharkiv e Poltava”, escreveu numa publicação na rede X, acompanhada de imagens de vídeo que aparentam mostrar o rescaldo dos ataques.

Zelenskyy acrescentou que as defesas aéreas locais tinham derrubado apenas um dos mísseis, ao mesmo tempo que renovou os apelos para mais intercetores Patriot.

“É esta escassez de intercetores de mísseis balísticos que apenas encoraja a Rússia a lançar ataques que tiram vidas humanas”, afirmou. “É crucial que os parceiros percebam que estas capacidades são necessárias não algures em reservas para cenários hipotéticos, mas aqui e agora, para conter e travar a guerra russa na Ucrânia.”

Estados Unidos: Trump recua na promessa dos mísseis Patriot

A situação surge depois do Presidente dos EUA, Donald Trump, ter dado a entender que recuava numa promessa de permitir que a Ucrânia produza os seus próprios mísseis Patriot.

Numa reunião de gabinete na sexta-feira, Trump declarou: “Ainda não concordámos com isso. Estamos a falar sobre o assunto. Mas é difícil ceder esse tipo de tecnologia.”

“As pessoas a quem se dá essa tecnologia podem um dia virar-se contra si. Sabe que isso é possível”, acrescentou.

Durante uma reunião com Zelenskyy na cimeira da NATO de 2026, em Ancara, Trump tinha dito que Washington daria à Ucrânia uma licença para fabricar mísseis Patriot.

“Vamos mostrar-lhes como se faz”, afirmou, acrescentando: “Assim não podem dizer que não lhes damos o suficiente.”

O sistema de mísseis Patriot é uma das defesas aéreas mais avançadas do mundo e, segundo relatos, consegue oferecer proteção contra mísseis balísticos inimigos num raio de cerca de 15 a 20 km.

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