Espanha, Itália, Grécia e a Albânia lutam contra incêndios florestais de grandes dimensões.
A Europa continua a enfrentar incêndios florestais de grande dimensão.
Na Grécia, um novo incêndio deflagrou na segunda-feira na aldeia de Kouvaras, a 60 quilómetros a sudeste de Atenas, mobilizando perto de 200 bombeiros. O fogo acabou por ser dominado, anunciaram os serviços de bombeiros gregos.
A polícia helénica retirou também uma mulher idosa cujo jardim estava tomado pelas chamas.
A grande parte do centro e do sul da Grécia, em particular a região da Grande Atenas e a maioria das ilhas do mar Egeu, enfrenta esta terça-feira um risco elevado de incêndios florestais, segundo as previsões da proteção civil.
Nas últimas semanas já morreram cinco pessoas, quatro bombeiros e o piloto de um helicóptero bombardeiro de água, vítimas dos incêndios que têm devastado a Grécia. Um gigantesco incêndio florestal a oeste de Atenas destruiu ainda dezenas de casas na estância balnear de Porto Germeno, reduzindo a cinzas um dos últimos espaços verdes ainda preservados nas imediações da capital grega.
Em Espanha, um incêndio que deflagrou na passada quinta-feira na província de Huelva já devastou 20 mil hectares, com os bombeiros a ter dificuldades em controlá-lo devido aos ventos instáveis. A Guardia Civil está a proceder a evacuações.
Em Itália, as previsões apontam para um risco de incêndio extremamente elevado em grande parte do país, devido a uma vaga de calor muito intensa provocada pelo anticiclone norte-africano. Dezanove cidades estão em alerta vermelho.
De acordo com a última atualização da associação Legambiente, 80 325 hectares arderam em Itália desde o início do ano, ultrapassando a estimativa de 70 mil hectares estabelecida no final de julho.
As regiões de Sicília, Calábria e Apúlia são as mais duramente afetadas pelos incêndios. Em conjunto, representam cerca de 73 % da área total queimada no país.
O norte de Itália não escapa, contudo, a estas condições. A Lombardia enfrenta vários incêndios: pelo menos sete focos permanecem ativos em diferentes frentes, desde a província de Sondrio à região de Brescia. Centenas de bombeiros e voluntários estão mobilizados no terreno.
Em França, 42 departamentos estão esta terça-feira em risco “elevado” de deflagração de fogos florestais, contra 17 na segunda-feira, num contexto de onda de calor que parece prolongar-se.
Depois da Gironda e do Var, que registaram incêndios destrutivos, a atenção dos bombeiros voltou-se para a Drôme, onde o fogo manteve “a sua progressão lenta” durante a noite de domingo para segunda-feira.
À hora do balanço, na noite de segunda-feira, a área queimada mantém-se estável, em 400 hectares, “apesar de reacendimentos e de numerosos pontos quentes”, indicaram as autoridades.
No Sudoeste, o presidente da câmara de Saumos, de onde partiu o megaincêndio histórico há algumas semanas, enviou entretanto uma carta aberta a Emmanuel Macron, apelando a que se enfrentem as “causas profundas” dos incêndios. O autarca aponta nomeadamente a seca, “a disponibilidade do recurso hídrico, a evolução do clima, a preservação dos solos” e ainda “a proteção da biodiversidade”.
Na Albânia, os bombeiros, vários helicópteros e o exército trabalharam toda a noite para conter um vasto incêndio florestal que devasta o monte Krujë.
As autoridades procederam à evacuação de várias aldeias e detiveram um homem suspeito de ter provocado o fogo de forma acidental.