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Líbia: migrantes e navios de resgate enfrentam ameaças no mar, alerta ONG

Migrantes da Síria e da Líbia, numa embarcação de madeira, pedem ajuda enquanto são socorridos pela ONG espanhola Open Arms, no Mediterrâneo, 11 agosto 2022
Migrantes da Síria e da Líbia, numa embarcação de madeira, pedem ajuda enquanto são socorridos pela ONG espanhola Open Arms, no Mediterrâneo, 11 agosto 2022 Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Gavin Blackburn
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A Organização Internacional para as Migrações indicou este mês que as mortes no Mediterrâneo aumentaram, enquanto as tentativas de travessia diminuíram devido a políticas europeias mais rígidas.

Uma organização humanitária disse, esta segunda-feira, que os migrantes que atravessam o Mediterrâneo e os navios de salvamento que os apoiam enfrentam níveis crescentes de ameaça e assédio por parte de grupos líbios.

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Milhares de pessoas já morreram ao fazer a travessia de África para a Europa. A SOS Méditerranée lidera parte de uma rede de navios e aviões que vigiam estas águas.

A organização afirmou que o Mediterrâneo central se está a tornar “cada vez mais hostil”, o que, acrescentou, é reforçado “pela expansão da cooperação europeia com atores líbios no âmbito da dissuasão das migrações”.

Segundo a SOS Méditerranée, em pelo menos sete ocasiões, em junho e julho, embarcações “ligadas a atores líbios” aproximaram-se de navios de resgate “a grande velocidade” ou seguiram-nos durante horas, envolvendo-se em “perseguições” até águas internacionais.

A organização indicou ainda ter havido “um aumento significativo da presença de lanchas rápidas não identificadas, ligadas a diferentes grupos armados na Líbia”.

“Estas embarcações foram observadas a efetuar interceções violentas, nomeadamente ao embater deliberadamente em barcos que transportavam pessoas em situação de perigo e ao realizar manobras que colocavam vidas em risco”, acrescentou a SOS Méditerranée.

No ano passado, a organização acusou a guarda-costeira líbia de atacar o navio de salvamento Ocean Viking em águas internacionais.

Indicou que tinham sido disparados mais de 100 tiros, colocando em risco a tripulação do Ocean Viking e 87 migrantes resgatados.

Afirmou que foram iniciados processos judiciais em Itália, França e Alemanha sobre o caso, mas “as autoridades europeias e nacionais mantiveram-se em silêncio” e “os responsáveis pelo ataque não foram identificados”.

A SOS Méditerranée apelou a “uma investigação completa e independente”.

A Organização Internacional para as Migrações, ou OIM, (fonte em inglês), das Nações Unidas, afirmou este mês que o número de mortes no Mediterrâneo central aumentou, enquanto o de migrantes que tentam a travessia perigosa diminuiu devido a políticas europeias mais rigorosas.

Segundo a OIM, 821 pessoas morreram ou foram dadas como desaparecidas nos primeiros quatro meses do ano, um aumento de 111% face ao mesmo período de 2025.

Neste período, as chegadas de migrantes caíram 46%, para 8 577, acrescentou.

Outras fontes • AFP

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