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Sánchez convoca Conselho de Segurança Nacional, 25 dias após início da crise em Ceuta

Primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, fala com jornalistas à chegada à cimeira da UE em Bruxelas, em 18 de junho de 2026.
Presidente do Governo de Espanha, Pedro Sánchez, fala com jornalistas à chegada à cimeira da UE em Bruxelas, em 18 de junho de 2026. Direitos de autor  Marius Burgelman / AP
Direitos de autor Marius Burgelman / AP
De Cristian Caraballo & Euronews en español
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Pedro Sánchez convoca, com carácter extraordinário, o Conselho de Segurança Nacional, 25 dias após o início da crise migratória em Ceuta, ainda “longe da normalidade”. Serviços públicos sob pressão enquanto o PP exige acelerar os retornos.

O presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, convocou de forma extraordinária o Conselho de Segurança Nacional 25 dias depois do início da crise migratória em Ceuta, onde as autoridades admitem que a cidade continua “muito longe” de recuperar a normalidade após a entrada massiva de mais de 72 000 pessoas pela fronteira do Tarajal, nos dias 30 e 31 de julho.

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O órgão vai reunir-se no Palácio da Moncloa antes do primeiro Conselho de Ministros após as férias de verão, para analisar a situação e coordenar a resposta às consequências da crise, que continua a exercer forte pressão sobre os serviços de estrangeiros, justiça e saúde da cidade autónoma.

O delegado do Governo em Ceuta, Miguel Ángel Pérez Triano, admitiu esta segunda-feira que a cidade permanece “longe da normalidade” e afastou a possibilidade de apresentar a demissão, por considerar que fazê-lo em plena crise seria “uma absoluta irresponsabilidade e cobardia”.

Pérez Triano fez estas declarações após se reunir com responsáveis da Brigada de Estrangeiros e Fronteiras da Polícia Nacional para analisar a situação gerada pela entrada irregular de mais de 72 000 pessoas através da fronteira do Tarajal. A pressão sobre as instituições mantém-se, enquanto as diferentes administrações procuram reforçar os seus mecanismos para enfrentar as consequências da crise.

PP reclama mais funcionários para tratar dos retornos

A oposição aumentou, esta segunda-feira, a pressão sobre o Governo. O seu porta-voz, Borja Sémper, pediu que sejam deslocadas para Ceuta “todas as unidades de estrangeiros que sejam necessárias” e que trabalhem em três turnos (manhã, tarde e noite) para agilizar os processos de repatriamento dos migrantes que ainda permanecem na cidade.

“Não é aceitável que os retornos sejam tramitados como se se tratasse de uma situação normal, pois é extraordinária”, defendeu Sémper. “É preciso mobilizar tantos funcionários quantos forem necessários, durante o tempo que for preciso. Devem regressar todos e o mais depressa possível”, acrescentou.

Borrell critica resposta europeia

Entretanto, o antigo chefe da diplomacia espanhola e europeia, Josep Borrell, qualificou de “histérica, desproporcionada e absurda” a reação de alguns governos europeus à entrada em massa de migrantes em Ceuta.

Borrell questionou, em particular, a resposta da União Europeia e lamentou que vários Estados-membros tenham associado a crise à política migratória espanhola. “Vários países, todos exceto França, Portugal, Luxemburgo e Irlanda, entraram em pânico. A solidariedade europeia desapareceu. As leis têm de ser aplicadas.”

O antigo ministro dos Negócios Estrangeiros defendeu a necessidade de reforçar as fronteiras, mas também colocou o foco na situação dos menores e dos potenciais requerentes de asilo que permanecem em Ceuta.

“O Governo espanhol faz bem em sublinhar que os menores têm direitos: é necessário aplicar as leis”, assinalou. Ao mesmo tempo, reclamou uma posição mais firme da Espanha perante Bruxelas e rejeitou que a crise pudesse ser atribuída à política migratória espanhola.

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