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Estados Unidos: diretor da CIA chega a Moscovo em visita secreta

Diretor da CIA, John Ratcliffe, fala na cimeira Defesa e Inovação da Pensilvânia, em 15 de julho de 2026.
Diretor da CIA John Ratcliffe discursa no Pennsylvania Defense and Innovation Summit, em 15 de julho de 2026. Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Sasha Vakulina
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John Ratcliffe terá chegado à capital russa na terça-feira para reuniões, numa que parece ser a sua primeira visita à Rússia como diretor da CIA. Nem o governo dos EUA nem o da Rússia se pronunciaram sobre a identidade do responsável norte-americano na Rússia nem sobre o objetivo da visita.

O diretor da CIA, John Ratcliffe, terá chegado a Moscovo, esta terça-feira, numa viagem não anunciada, segundo meios de comunicação norte-americanos

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A cadeia CBS News avançou que Ratcliffe se encontrava na capital russa, citando fontes que estavam ao corrente da alegada visita.

Nem Washington nem Moscovo confirmaram a presença de Ratcliffe e não era, de imediato, claro com quem se deveria reunir ou o que estaria em discussão.

A notícia da visita surgiu depois de um avião de transporte Boeing C-17A Globemaster III, da Força Aérea dos Estados Unidos, ter aterrado mais cedo nesse dia no aeroporto de Vnukovo, em Moscovo.

Dados de seguimento de voos indicavam que o aparelho tinha chegado a Moscovo vindo de Riga. Tinha aterrado na capital letã a 23 de agosto, após descolar de Camp Springs, no estado de Maryland, onde se situa a Joint Base Andrews, perto de Washington.

O voo, sem explicação oficial, alimentou inicialmente especulação de que altos responsáveis norte-americanos poderiam estar a deslocar-se a Moscovo, incluindo, eventualmente, os enviados de Donald Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, que têm mantido conversações regulares com responsáveis russos.

Uma comitiva diplomática norte-americana foi igualmente vista a circular pela capital russa após a aterragem do avião.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou, mais cedo na terça-feira, não ter informações sobre o avião militar norte-americano e que não estavam previstas, para esta semana, reuniões com representantes da administração dos Estados Unidos no Kremlin.

Primeira visita em cinco anos

A visita agora noticiada ocorre apenas um dia depois da Ucrânia assinalar o 35.º Dia da Independência, com líderes europeus a deslocarem-se a Kiev para demonstrarem apoio ao país, que continua a defender-se da guerra total lançada pela Rússia.

Nenhum responsável em funções da administração Trump participou nas cerimónias de segunda-feira. Witkoff e Kushner também não estiveram presentes, apesar de especulações anteriores de que o aniversário poderia motivar a primeira visita de ambos à Ucrânia.

Nenhum dos enviados viajou até Kiev desde que assumiu um papel de relevo nos esforços diplomáticos da administração Trump, apesar das reuniões repetidas com responsáveis russos e das oito deslocações de Witkoff a Moscovo.

Ratcliffe tem mantido contactos com os seus homólogos dos serviços de informações russos e participou anteriormente em negociações com Moscovo.

Esteve diretamente envolvido em negociações com um alto responsável dos serviços de informações russos que conduziram, em abril de 2025, à libertação de Ksenia Karelina, cidadã com dupla nacionalidade norte-americana e russa.

O último diretor da CIA conhecido por ter viajado a Moscovo foi William Burns, em novembro de 2021, meses antes da Rússia lançar a invasão em larga escala da Ucrânia.

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