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Rússia volta a atacar armazéns, habitações e infraestruturas críticas na Ucrânia

Bombeiro caminha junto a armazém destruído após ataques de drones russos a Kiev, 27 de agosto de 2026
Um bombeiro caminha junto a um armazém destruído após ataques com drones russos a Kiev, em 27 de agosto de 2026. Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Simon Ormiston
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Armazéns, habitações e infraestruturas críticas foram atingidos em toda a Ucrânia, enquanto as autoridades em Kherson alertaram os residentes para saírem antes da ofensiva de inverno.

Um ataque de drone russo contra um centro comercial na cidade ucraniana de Zaporíjia provocou quatro feridos e um grande incêndio, numa altura em que Moscovo mantém uma vaga de ataques em todo o país.

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O drone atingiu na manhã de sexta-feira o hipermercado de bricolage Epicentr, provocando um incêndio que consumiu cerca de 2.000 metros quadrados do edifício, segundo o governador regional Ivan Fedorov.

O ataque integrou uma nova ofensiva russa alargada contra a Ucrânia, com bombardeamentos igualmente registados nas regiões de Kiev, Sumy, Kharkiv e Kherson.

Uma pessoa morreu e outras duas ficaram feridas na região de Kiev na manhã de sexta-feira, de acordo com as autoridades locais.

Armazéns, casas e blocos de apartamentos ficaram danificados em vários bairros em redor da capital, que voltou a ser alvo de repetidos ataques de drones russos pelo segundo dia consecutivo.

Instalações de armazenagem nos distritos de Boryspil e Fastiv estiveram entre os alvos atingidos na quinta-feira.

Os ataques ocorrem numa altura em que tanto a Rússia como a Ucrânia intensificaram nos últimos meses as ofensivas de longo alcance, apontando cada vez mais à infraestrutura distante das linhas da frente.

A Ucrânia tem lançado repetidos ataques de drones contra refinarias de petróleo russas e outras infraestruturas energéticas, bem como contra centros logísticos. Kiev passou também recentemente a visar armazéns explorados pelos grandes retalhistas russos online Wildberries e Ozon, acusando-os de apoiar o aparelho militar de Moscovo.

Aumentam ataques em Kherson: autoridades apelam à saída de residentes

Mais a sul, um ataque de drone russo matou um homem em Kherson na sexta-feira, poucas horas depois de as autoridades terem apelado à saída dos residentes perante ataques cada vez mais intensos que ameaçam deixar a cidade sem aquecimento nem eletricidade neste inverno.

O homem, de 61 anos, ficou gravemente ferido no bairro Korabelnyi, em Kherson, e acabou por morrer no hospital, segundo Yaroslav Shanko, chefe da administração militar da cidade.

Outras três pessoas foram transportadas para o hospital após um outro ataque de drone.

Na quinta-feira, o governador regional, Oleksandr Prokudin, apelou à saída dos residentes, “especialmente famílias com crianças e pessoas idosas”, devido ao que descreveu como uma “situação de segurança extremamente difícil”.

Habitantes de Kherson instalaram redes anti-drone no último inverno, quando a cidade estava sob ataques repetidos.
Habitantes de Kherson instalaram redes anti-drone no último inverno, quando a cidade estava sob ataques repetidos. AP Photo

As forças russas continuam posicionadas na margem oposta do rio Dnipro, frente a Kherson, mantendo a cidade ao alcance fácil de drones, artilharia e bombas aéreas.

A central de cogeração da cidade foi atingida durante a noite de quinta-feira por quatro bombas aéreas guiadas russas.

A empresa estatal ucraniana de energia, Naftogaz, afirmou que o ataque provocou danos críticos e destruiu todo o equipamento de produção de calor e eletricidade ainda existente na central, deixando-a inoperacional.

Prokudin avisou que os residentes podem ficar sem eletricidade nem aquecimento “não por horas ou dias, mas por um longo período”.

Desde o início de julho, a Rússia lançou cerca de 170 bombas aéreas guiadas sobre a região de Kherson – mais do que em todo o primeiro semestre do ano, segundo Prokudin.

Kherson tem sido alvo nos últimos dias de uma série de ataques mortais com drones, incluindo um ataque contra uma carrinha de passageiros que matou quatro pessoas em 19 de agosto.

As tropas russas tomaram Kherson pouco depois de Moscovo lançar a invasão em grande escala, em fevereiro de 2022. A Ucrânia reconquistou a cidade em novembro desse ano, mas as forças russas mantêm-se na margem oposta do Dnipro, deixando-a exposta a bombardeamentos e ataques de drones frequentes.

Os novos ataques contra a infraestrutura energética surgem depois de os bombardeamentos russos terem danificado repetidamente, no último inverno, os sistemas de eletricidade e aquecimento da Ucrânia, provocando cortes prolongados em todo o país.

Outras fontes • AFP, AP

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