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Forças da UE intercetam navio petroleiro da frota-sombra russa no Mediterrâneo

Imagem da operação partilhada por Kaja Kallas, a chefe da diplomacia da UE.
Imagem da operação partilhada por Kaja Kallas, principal diplomata da UE. Direitos de autor  Kaja Kallas/X
Direitos de autor Kaja Kallas/X
De Nathan Rennolds
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“As vendas ilegais de petróleo feitas por navios da frota-sombra são uma tábua de salvação essencial para a guerra da Rússia na Ucrânia, e vamos continuar a cortá‑las”, afirmou Kaja Kallas, principal diplomata da UE.

As forças da UE intercetaram e subiram a bordo de um petroleiro suspeito de integrar a frota-sombra russa, no Mediterrâneo, no domingo, segundo a chefe da diplomacia da União.

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Numa publicação na rede social X, Kaja Kallas afirmou que militares da operação Irini da UE subiram a bordo do petroleiro MV Sun para “verificar o pavilhão”, na sequência de suspeitas de que o navio navegava sob pavilhão falso, em violação do direito marítimo internacional.

“As vendas ilegais de petróleo feitas por navios da frota-sombra são um apoio vital para a guerra da Rússia na Ucrânia e vamos continuar a cortá-las”, escreveu, acrescentando que se trata do sexto navio suspeito de integrar a frota-sombra abordado por operações da UE nos últimos meses.

Kallas, que confirmou que medidas contra a frota sombra russa vão estar na agenda de uma reunião de ministros da Defesa da UE, na Irlanda, na terça-feira, partilhou também imagens que parecem mostrar a operação no terreno.

Imagem da operação partilhada por Kallas.
Imagem da operação partilhada por Kallas. Kaja Kallas/X

Forças da operação Irini realizaram uma missão semelhante no início de agosto, ao abordarem o navio sancionado MV Toa Payoh para verificar o pavilhão.

O petroleiro foi intercetado, a oeste da ilha de Pantelleria, pelo navio Thaon di Revel, da Marinha italiana, quando seguia do porto de Cotonou, no Benim, para Istambul, segundo o Ministério da Defesa italiano.

Em junho, o presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou que forças francesas também tinham intercetado o petroleiro Deliver, da frota-sombra russa, quando navegava ao largo da costa da Sicília, “em violação do direito marítimo”.

No início desse mês, o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano agradeceu ao Reino Unido pela sua “liderança e ação decisiva”, depois de forças britânicas terem intercetado um navio da frota sombra russa no Canal da Mancha.

Segundo Westminster, comandos dos Royal Marines e agentes da Agência Nacional do Crime (NCA) subiram a bordo do navio russo Smyrtos numa operação que durou seis horas.

A Rússia utiliza a sua frota sombra para contornar as sanções ocidentais contra o setor petrolífero, que impedem Moscovo de fretar ou segurar petroleiros se não cumprir determinadas restrições.

A frota sombra russa contorna estas restrições recorrendo a estruturas acionistas complexas, pavilhões de conveniência e outras táticas destinadas a ocultar a origem da carga.

A Operação Irini foi lançada em março de 2020, com a missão de aplicar o embargo de armas das Nações Unidas à Líbia, na sequência da segunda guerra civil líbia.

O mandato inicial passava por combater o tráfico ilegal de armas, recolher informação sobre contrabando de petróleo, ajudar a desmantelar redes de tráfico de seres humanos e formar as instituições líbias responsáveis pela aplicação da lei e por operações de busca e salvamento. Desde então, as suas tarefas foram alargadas para incluir a proteção dos interesses da UE no Mediterrâneo.

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