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FPLP não vai marcar presença na Festa do Avante! por não ter "reunido condições", diz PCP

Protesto organizado pelo Partido Comunista Português (PCP)
Protesto organizado pelo Partido Comunista Português (PCP) Direitos de autor  AP Photo/Francisco Seco
Direitos de autor AP Photo/Francisco Seco
De Ema Gil Pires
Publicado a Últimas notícias
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O esclarecimento surge depois de a Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) ter sido convidada pelo PCP para elencar entre as organizações com representação no festival.

Afinal, a Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP),organização classificada pela União Europeia como "terrorista", não marcará presença na Festa do Avante!, iniciativa político-cultural organizada pelo PCP (Partido Comunista Português).

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A informação é avançada em comunicado publicado no site do partido, no qual se detalha que essa ausência se deve ao facto de o grupo não ter "reunido condições" para estar representado no evento.

Apesar disso, segundo o PCP, "está prevista a presença" de outros "representantes de entidades palestinianas" que, à semelhança da FPLP, também integram a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), estrutura política que reúne várias fações locais. No âmbito do que, nas palavras do partido, se trata de um ato de "solidariedade com a Palestina".

Ainda assim, tal como a Frente Popular, também o Partido do Povo Palestiniano e a Fatah (Movimento de Libertação Nacional Palestiniano), que fazem igualmente parte da OLP, estarão ausentes da Festa do Avante!

Na sequência deste anúncio, o partido liderado por Paulo Raimundo assegura, no entanto, que as "tentativas por parte de porta-vozes dos responsáveis pelo genocídio do povo palestiniano para calar a solidariedade com a Palestina não terão sucesso".

O esclarecimento surge depois de, tal como avançado pela revista "Sábado", a Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) ter sido convidada pelo PCP para figurar entre as organizações com representação no festival. Aliás, à data de publicação deste artigo, o seu nome constava ainda na lista de entidades com participação anunciada nesta edição, ao lado, nomeadamente, de movimentos comunistas de vários países.

A FPLP é uma estrutura que ficou conhecida pelo seu envolvimento em "inúmeros ataques contra alvos militares e civis israelitas", segundo é recordado no site do Conselho Europeu de Relações Exteriores, um think tank de investigação e debate sobre política externa e de segurança da União Europeia.

Por sua vez, entre 1968 e 1972, "o grupo realizou diversos sequestros de aviões comerciais internacionais", tendo também reivindicado a autoria de quatro atentados suicidas em Israel e na Cisjordânia em 2002 e 2003, sublinha a mesma fonte.

Foi também no arranque do século XXI que a União Europeia incluiu a FPLP na sua lista de entidades sujeitas a medidas antiterroristas, integrando-a pelo menos desde junho de 2002. Mas, já bem depois disso, no contexto dos ataques de 7 de outubro de 2023 contra Israel, liderados pelo Hamas, tem vindo a ser documentada a participação de alguns elementos da sua ala armada.

Além de ser designada como terrorista pelo bloco europeu, também outros países a nível mundial, como os Estados Unidos, Canadá, Japão e Israel, incluem a FPLP nas respetivas listas de entidades tidas como tais.

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