O esclarecimento surge depois de a Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) ter sido convidada pelo PCP para elencar entre as organizações com representação no festival.
Afinal, a Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP),organização classificada pela União Europeia como "terrorista", não marcará presença na Festa do Avante!, iniciativa político-cultural organizada pelo PCP (Partido Comunista Português).
A informação é avançada em comunicado publicado no site do partido, no qual se detalha que essa ausência se deve ao facto de o grupo não ter "reunido condições" para estar representado no evento.
Apesar disso, segundo o PCP, "está prevista a presença" de outros "representantes de entidades palestinianas" que, à semelhança da FPLP, também integram a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), estrutura política que reúne várias fações locais. No âmbito do que, nas palavras do partido, se trata de um ato de "solidariedade com a Palestina".
Ainda assim, tal como a Frente Popular, também o Partido do Povo Palestiniano e a Fatah (Movimento de Libertação Nacional Palestiniano), que fazem igualmente parte da OLP, estarão ausentes da Festa do Avante!
Na sequência deste anúncio, o partido liderado por Paulo Raimundo assegura, no entanto, que as "tentativas por parte de porta-vozes dos responsáveis pelo genocídio do povo palestiniano para calar a solidariedade com a Palestina não terão sucesso".
O esclarecimento surge depois de, tal como avançado pela revista "Sábado", a Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) ter sido convidada pelo PCP para figurar entre as organizações com representação no festival. Aliás, à data de publicação deste artigo, o seu nome constava ainda na lista de entidades com participação anunciada nesta edição, ao lado, nomeadamente, de movimentos comunistas de vários países.
A FPLP é uma estrutura que ficou conhecida pelo seu envolvimento em "inúmeros ataques contra alvos militares e civis israelitas", segundo é recordado no site do Conselho Europeu de Relações Exteriores, um think tank de investigação e debate sobre política externa e de segurança da União Europeia.
Por sua vez, entre 1968 e 1972, "o grupo realizou diversos sequestros de aviões comerciais internacionais", tendo também reivindicado a autoria de quatro atentados suicidas em Israel e na Cisjordânia em 2002 e 2003, sublinha a mesma fonte.
Foi também no arranque do século XXI que a União Europeia incluiu a FPLP na sua lista de entidades sujeitas a medidas antiterroristas, integrando-a pelo menos desde junho de 2002. Mas, já bem depois disso, no contexto dos ataques de 7 de outubro de 2023 contra Israel, liderados pelo Hamas, tem vindo a ser documentada a participação de alguns elementos da sua ala armada.
Além de ser designada como terrorista pelo bloco europeu, também outros países a nível mundial, como os Estados Unidos, Canadá, Japão e Israel, incluem a FPLP nas respetivas listas de entidades tidas como tais.