As autoridades realizaram várias buscas no domingo na procura de migrantes ilegais, que teriam desembarcado numa praia no concelho de Sesimbra. A denúncia partiu de um pescador, mas a GNR não confirmou a presença de indivíduos e liga o caso ao tráfico de droga.
Um embarcação de borracha abandonada junto à costa na Praia da Foz, na zona da Aldeia do Meco, concelho de Sesimbra, levou um pescador a fazer a denúncia às autoridades na madrugada de domingo.
A GNR, juntamente com a Polícia Marítima, procedeu à apreensão da embarcação e iniciou diligências policiais, tendo recebido "uma indicação que, nas proximidades daquele local, teriam sido vistos cerca de 20 a 30 indivíduos".
O caso poderia configurar um desembarque ilegal de migrantes na costa portuguesa, hipótese que, segundo a GNR, "nenhum testemunho ouvido pelas autoridades confirmou."
**"**Para além disso importa referir que, do trabalho policial de investigação, se conclui não ser possível afirmar a existência de qualquer desembarque de migrantes naquela zona, não se confirmando, assim, a informação da hipotética presença desse grupo de indivíduos, referidos anteriormente", indicou a GNR em comunicado, enviado ao final da tarde de domingo.
O alegado desembarque ilegal de migrantes parece então nunca ter acontecido, com as autoridades a apontarem outra causa de forma a justificar a presença da embarcação: tráfico de droga.
A GNR clarificou que o "cenário encontrado tem similitude com as inúmeras situações que estas Forças Policiais têm detetado", nomeadamente "movimentações suspeitas ao longo da costa portuguesa, relacionadas com tráfico de estupefacientes por via marítima e com contrabando de circulação de combustível".
Segundo a força policial, a monitorização destas situações tem "levado à detenção de vários cidadãos nacionais e estrangeiros e à apreensão de quantidades consideráveis de combustível e de produto estupefaciente".
A GNR confirmou que irá, bem como a Polícia Marítima, manter "as diligências policiais, com um dispositivo de investigação e de vigilância terrestre, marítima e aérea, no sentido de procurar consolidar a informação que surgiu e garantir a segurança de todos na área em causa".