A brigada alemã na ala leste da NATO continua a enfrentar sérios problemas de pessoal. Segundo o “Bild”, até 1.000 soldados serão destacados para a Lituânia a partir do final de setembro.
A Bundeswehr terá de recorrer a afetações obrigatórias para completar o efetivo da brigada alemã na Lituânia. Segundo informações do jornal Bild, os primeiros militares deverão ser obrigados a seguir para a missão no final de setembro. Poderão ser abrangidos até mil membros da Bundeswehr. O motivo são as dificuldades em preencher voluntariamente os postos previstos. Faltam sobretudo especialistas e militares em certas áreas de apoio.
A Brigada de Carros de Combate 45 deverá crescer até cerca de 4.800 militares alemães até ao final de 2027 e ficar estacionada de forma permanente no flanco leste da NATO, na Lituânia. O principal aquartelamento da brigada será em Rūdninkai, localidade situada a cerca de 30 quilómetros da Bielorrússia.
Na brigada, foi inicialmente privilegiada a adesão voluntária. Segundo o Bild, até agora apenas cerca de 60% dos postos necessários foram ocupados por voluntários. O Ministério da Defesa quer informar os porta‑vozes da Comissão de Defesa, na segunda‑feira, sobre os próximos passos. Para os militares abrangidos, uma afetação obrigatória implica um prazo adicional: têm de ser notificados e dispõem da possibilidade de contestar juridicamente a decisão.
“Quero ter ao meu lado soldados que acreditam na missão”
A Euronews acompanhou dois soldados do Batalhão de Carros de Combate 203 durante o exercício “Freedom Shield”, em junho passado. O batalhão será deslocado para o flanco leste da NATO até ao final de 2027. Em entrevista à Euronews, o comandante do batalhão, tenente‑coronel Oliver Kaufmann, afirmou que no Batalhão de Carros de Combate 203 “há de facto uma taxa de voluntários muito elevada”.
“Posso falar pelo meu batalhão e a maioria dos soldados está disposta a ir voluntariamente para a Lituânia, e é precisamente isso que eu quero: quero ter ao meu lado soldados que acreditam na missão e que, em conjunto, na equipa do Batalhão de Carros de Combate 203, assumem esta responsabilidade”, afirmou Kaufmann.
Até agora, cerca de 60% dos efectivos previstos para a brigada foram preenchidos com voluntários e faltam cerca de 2.000 soldados. Nas forças já estacionadas na Lituânia, a taxa de ocupação é de 92%. Entre estas destaca‑se sobretudo a força multinacional existente desde 2017.O Batalhão de Carros de Combate 203 e o Batalhão de Infantaria Mecanizada 122 só deverão ser enviados para a Lituânia em 2027. Nestas unidades, de acordo com a investigação, continua a faltar cerca de 40% do pessoal.