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Ucrânia suspende procurador-geral após saída do país em escândalo de corrupção

Procurador-Geral da Ucrânia Ruslan Kravchenko
Procurador-Geral da Ucrânia Ruslan Kravchenko Direitos de autor  Office of the Prosecutor General of Ukraine
Direitos de autor Office of the Prosecutor General of Ukraine
De Sasha Vakulina
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Ruslan Kravchenko deixou a Ucrânia poucos dias depois de se demitir, numa investigação de corrupção no seu gabinete, num clima de tensão entre procuradores e organismos anticorrupção independentes.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, suspendeu na segunda-feira o procurador-geral da Ucrânia, Ruslan Kravchenko, horas depois de se saber que este tinha deixado o país após se demitir na sequência de uma importante investigação de corrupção que já tinha chegado ao seu próprio gabinete.

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Kravchenko atravessou a fronteira durante a noite, segundo meios de comunicação ucranianos que citam fontes das forças de segurança.

Kravchenko divulgou também um vídeo em que afirma ter assinado uma notificação de suspeita contra Semen Kryvonos, diretor do Gabinete Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU).

Kravchenko alegou que Kryvonos falsificou documentos oficiais para obter um benefício ilícito.

Kryvonos rejeitou a acusação e disse mais tarde, na segunda-feira, aos jornalistas que não tinha visto qualquer notificação nem lhe tinha sido entregue uma de forma oficial.

A NABU e a Procuradoria Especializada Anticorrupção (SAPO) descreveram as ações de Kravchenko como parte de um “ataque sistemático” às instituições anticorrupção independentes da Ucrânia.

Zelenskyy interveio mais tarde, na segunda-feira, ao assinar um decreto que suspende Kravchenko e solicita ao parlamento que o demita.

“Este procurador-geral só tem um caminho pela frente: a destituição do cargo”, afirmou Zelenskyy, apelando aos deputados para que atuem sem demora.

A comissão parlamentar competente apoiou o pedido, estando a votação sobre a destituição de Kravchenko prevista para terça-feira.

Kravchenko apresentou o seu pedido de demissão a 7 de setembro, depois de a NABU e a SAPO terem desmantelado uma alegada organização criminosa envolvendo funcionários da Procuradoria-Geral.

Os investigadores alegam que os membros do grupo recebiam regularmente subornos de centros de chamadas fraudulentos em troca de não interferirem nas suas atividades e branqueavam milhões de receitas ilícitas.

No âmbito da investigação, os investigadores realizaram buscas no gabinete de Kravchenko. A NABU divulgou também gravações que fazem referência a uma pessoa descrita como o “chefe”, cujo patronímico e antiga função como chefe do Serviço Estatal de Impostos da Ucrânia correspondem a Kravchenko.

Kravchenko não foi acusado nem formalmente identificado como suspeito e nega qualquer envolvimento.

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