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OpenAI lança modelo de cibersegurança com distribuição limitada após modelo da Anthropic

O logótipo da OpenAI é visto num telemóvel em frente a um ecrã de computador que mostra a página inicial do ChatGPT, sexta-feira, 17 de março de 2023, em Boston
Logótipo da OpenAI num telemóvel diante de um ecrã de computador com a página inicial do ChatGPT, sexta-feira, 17 de março de 2023, em Boston Direitos de autor  AP Photo/Michael Dwyer
Direitos de autor AP Photo/Michael Dwyer
De Anna Desmarais
Publicado a
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Chat GPT 5.4 Cyber impõe menos restrições a perguntas de cibersegurança feitas por profissionais verificados que utilizem a ferramenta.

OpenAI lançou um novo modelo de IA centrado na ciberdefesa, dias depois de o lançamento do Claude Mythos, do rival Anthropic, ter alimentado receios sobre a ameaça que sistemas de IA cada vez mais poderosos representam para a cibersegurança global.

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GPT 5.4 Cyber, uma variante do modelo principal GPT 5.4 da OpenAI, impõe menos restrições a pedidos relacionados com cibersegurança quando é utilizado para fins legítimos e defensivos, indicou a empresa.

Acrescenta também capacidades para trabalho avançado de segurança, incluindo engenharia inversa de binários, que permite aos investigadores analisar software compilado à procura de malware e vulnerabilidades sem necessitarem de acesso ao respetivo código-fonte.

Por ser mais permissivo do que as versões padrão, a OpenAI afirmou que a disponibilização ficará limitada a fornecedores de segurança, organizações e investigadores previamente avaliados, através do programa Trusted Access for Cyber.

O lançamento surge uma semana depois de a Anthropic ter apresentado o Claude Mythos Preview, um modelo que, segundo a empresa, consegue identificar milhares de vulnerabilidades graves e até agora desconhecidas em principais sistemas operativos e navegadores web, capacidades consideradas demasiado perigosas para uma disponibilização pública plena.

No final de março, uma fuga de dados revelou que a Anthropic estava a desenvolver um novo modelo de IA que os próprios engenheiros alertaram representar «riscos de cibersegurança sem precedentes».

O modelo, Claude Mythos Preview, foi entretanto lançado de forma limitada, no âmbito do Project Glasswing, o esforço da Anthropic para usar a tecnologia no reforço de software crítico antes de este cair em mãos erradas.

A Anthropic afirmou que o modelo é demasiado perigoso para ser disponibilizado livremente, devido à escala e à sofisticação dos ciberataques que poderia permitir.

Em testes, o modelo conseguiu detetar falhas até então desconhecidas no kernel Linux, que sustenta a maioria dos servidores em todo o mundo, e encadeá-las em exploits funcionais capazes de dar a um atacante controlo total sobre os dispositivos afetados.

O acesso ao Mythos Preview foi restringido a 12 parceiros fundadores, entre os quais a Amazon Web Services, a Apple, a Microsoft, a Google e a Cisco, bem como a mais de 40 outras organizações responsáveis por infraestruturas de software críticas.

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