A proibição vai aplicar-se a plataformas como Snapchat, TikTok, YouTube, Instagram, Facebook e X, mas não a serviços de mensagens como o WhatsApp e o Signal.
Governo britânico anuncia planos para recolher obrigatório voluntário nas redes sociais durante a noite para jovens de 16 e 17 anos, na mais recente tentativa de reduzir os riscos online entre os mais novos
As autoridades indicaram que funcionalidades que prolongam o tempo passado a percorrer conteúdos, como a reprodução automática de vídeos em sequência, passarão também a estar desativadas por predefinição para os adolescentes mais velhos.
As medidas integram algumas das últimas iniciativas do governo do primeiro-ministro Keir Starmer e exigirão legislação antes de entrarem em vigor.
Espera-se amplamente que as propostas sejam levadas por diante pelo provável sucessor de Starmer, Andy Burnham.
Críticos questionaram a eficácia das medidas, argumentando que os adolescentes se limitariam a alterar as definições padrão.
O ministro britânico para a Segurança Online, Kanishka Narayan, rejeitou essa ideia, dizendo que seria uma “injustiça” para com os adolescentes.
“Em outubro, por exemplo, algumas plataformas introduziram definições padrão deste tipo – mais de 90% dos adolescentes disseram-nos que as mantiveram”, afirmou à Sky News, citando um projeto-piloto recente que envolveu mais de 300 adolescentes e pais em todo o Reino Unido e no qual o uso das redes sociais caiu drasticamente durante a noite, ajudando também a melhorar o sono e a concentração.
“Portanto, a base de evidência é clara, a motivação é muito clara e não lhes faria a injustiça de dizer que todos vão desativar estas definições.”
A NSPCC, principal organização de proteção de crianças no Reino Unido, afirmou que as propostas contribuirão para melhorar as experiências dos jovens nas redes sociais, mas que, por si só, não serão suficientes.
“Se não forem acompanhadas por medidas adicionais e mais robustas, não passarão de um penso rápido que não enfrenta as características de design viciantes responsáveis pelos elevados tempos de ecrã e por prejudicar o bem-estar das crianças”, disse o diretor executivo da NSPCC, Chris Sherwood.
Rachel de Souza, comissária para a Infância em Inglaterra, considerou a medida “um passo positivo”, já que muitos jovens querem reduzir o uso das redes sociais, mas têm dificuldade em fazê-lo.
“Quero saber mais sobre a forma como políticas como o recolher obrigatório serão implementadas e estarei atenta para garantir que são eficazes”, acrescentou.