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Dia Mundial do Cancro: estudo identifica principais causas evitáveis

Estudante realiza teste no laboratório do professor Donald McDonnell, da Universidade Duke, em Durham, Carolina do Norte, a 4 de março de 2025
Estudante realiza teste no laboratório do professor de farmacologia oncológica Donald McDonnell, da Universidade Duke, a 4 de março de 2025, em Durham, Carolina do Norte Direitos de autor  AP Photo/Chris Carlson
Direitos de autor AP Photo/Chris Carlson
De Indrabati Lahiri
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Um novo estudo indica que mais de um terço dos novos casos de cancro no mundo poderia ser evitado controlando fatores de risco comuns, como o tabagismo e o consumo de álcool

Quase 40 por cento dos novos casos de cancro em todo o mundo poderão ser evitados, de acordo com um novo estudo.

O tabagismo contribuiu para mais casos de cancro a nível global do que qualquer outro fator de risco, seguido das infeções e do consumo de álcool, concluiu o estudo.

A investigação foi publicada na revista Nature Medicine na terça-feira, véspera do Dia Mundial do Cancro.

O estudo analisou 36 tipos de cancro em 185 países, com base em dados globais de casos registados em 2022.

Foram também avaliados 30 fatores de risco de cancro modificáveis, que podem ser controlados, alterados ou geridos para reduzir a probabilidade de desenvolver a doença.

Atualmente, o tabagismo, as infeções e o consumo de álcool são os principais fatores que contribuem para os casos de cancro em todo o mundo, o que significa que controlá-los poderá diminuir de forma significativa o risco da doença.

Com dados de 2012, os investigadores analisaram ainda a exposição da população a cada fator de risco, determinando o número de casos diretamente associados a cada um.

Até agora, a maioria dos estudos sobre cancro concentrou-se em fatores de risco isolados e no número de mortes, em vez do número total de casos.

Tabaco e infeções lideram causas de cancros evitáveis

Dos 18,7 milhões de novos casos de cancro registados em 2022 a nível mundial, cerca de 7,1 milhões, ou 38 por cento, ficaram associados a causas evitáveis. Os cancros do estômago, do pulmão e do colo do útero representaram quase metade destes casos de cancro evitáveis.

Cerca de 15 por cento dos casos evitáveis deveram-se ao tabagismo, o principal fator de risco, enquanto 10 por cento estiveram ligados a infeções. O consumo de álcool causou 3 por cento destes casos.

Entre os 9,2 milhões de novos casos em mulheres, aproximadamente 30 por cento foram considerados evitáveis, sendo mais de 11 por cento destes agravados por infeções como o papilomavírus humano (HPV).

Regiões de baixo e médio rendimento, como a África Subsaariana, concentraram a maioria destes casos, com destaque para o cancro do colo do útero, particularmente prevalente nestas zonas.

Já nas regiões de alto rendimento, como grande parte da Europa e da América do Norte, o tabagismo foi o fator que mais contribuiu para casos de cancro em mulheres.

O tabagismo foi também o maior contributo para os casos de cancro em homens, tanto em regiões de baixo como de alto rendimento, sendo responsável por quase 25 por cento de 4,3 milhões de casos de cancro evitáveis. A segunda principal causa entre os homens foram as infeções, mais comuns na Ásia, África e América do Sul.

O estudo pretende facilitar a definição de estratégias de prevenção do cancro adaptadas às diferentes regiões e aos principais fatores de risco locais, em vez de aplicar uma abordagem única para todo o mundo.

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