Perante as temperaturas extremas na Europa e o impacto na saúde, o diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, instou os líderes mundiais a priorizar investimento em sistemas de saúde resilientes ao clima.
Com dezenas de pessoas na Europa a morrer devido ao calor nos últimos dias, o diretor-geral da OMS afirmou que não pode haver "mais atrasos" na ação climática.
"Os líderes devem dar prioridade ao investimento em sistemas de saúde resilientes ao clima, ao mesmo tempo que aceleram a ação climática e mitigam os fatores que alimentam a crise climática", afirmou Tedros na rede social X.
Para proteger as populações, a OMS apela às autoridades que tornem as cidades mais frescas, garantam o acesso a água e sombra, acompanhem as pessoas mais vulneráveis e preparem os sistemas de saúde antes de as temperaturas atingirem o pico.
A Região Europeia é a que está a aquecer mais rapidamente em todo o mundo. Só nos últimos quatro anos, o calor causou mais de 200.000 mortes e a mortalidade associada ao calor aumentou 30% nos últimos 20 anos.
"As temperaturas em toda a Europa estão a subir a um ritmo aproximadamente duas vezes superior à média global, o que aumenta a probabilidade e a gravidade de episódios de calor extremo no futuro", acrescentou Tedros.
Com o calor a colocar o corpo humano sob grande pressão, "o calor deixou de ser apenas uma história sobre o tempo", afirmou a OMS numa publicação no Instagram. "É uma emergência de saúde".