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Michelle Bolsonaro avança com candidatura ao Senado brasileiro

Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama do Brasil
Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama do Brasil Direitos de autor  AP Photo/Andre Penner
Direitos de autor AP Photo/Andre Penner
De Ema Gil Pires com AFP
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Voz influente entre os eleitores evangélicos, Michelle Bolsonaro tem vindo, ao longo dos últimos anos, a trabalhar para se afirmar como um dos rostos de destaque do movimento conservador. Este foi o mais recente passo nesse sentido.

Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama do Brasil, formalizou a candidatura ao Senado pelo Partido Liberal. A decisão foi confirmada no domingo, durante um evento promovido pela sua formação política em Brasília, numa altura em que persistem as desavenças com Flávio Bolsonaro, seu enteado e candidato à Presidência do país, reporta a AFP.

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A notícia surge cerca de uma semana depois de Flávio Bolsonaro ter sido oficializado como candidato presidencial do Partido Liberal, para enfrentar o atual chefe de Estado, Luiz Inácio Lula da Silva, que procura a reeleição e um quarto mandato.

Michelle e Flávio têm, de facto, vindo a batalhar entre si para garantir uma posição de influência nas grandes decisões do partido conservador. Uma disputa interna que ocorre numa altura em que o ex-presidente, Jair Bolsonaro, se encontra em prisão domiciliária, após uma condenação a 27 anos e três meses de prisão pela tentativa de golpe de Estado no final do seu mandato, que cessou em 2022.

Voz influente entre os eleitores evangélicos, Michelle Bolsonaro tem vindo, ao longo dos últimos anos, a trabalhar para se afirmar como um dos rostos de destaque do movimento conservador. Foi, aliás, escolhida para presidir à divisão feminina do Partido Liberal em fevereiro de 2023, uma função que abandonou em junho deste ano, precisamente na sequência de desentendimentos com Flávio Bolsonaro.

Mas a popularidade da ex-primeira-dama do Brasil chegou mesmo a ensombrar a corrida de Flávio Bolsonaro à Presidência. Semanas antes de o político de 45 anos ser oficializado como candidato, Michelle acusou-o de atitudes desrespeitosas e de lhe ter dito que ela "não entendia nada de política".

Uma altercação que, num primeiro momento, foi interpretada como uma ameaça às aspirações de Flávio Bolsonaro de ampliar a sua base de apoio. Dias depois, o político apresentou um pedido público de desculpas, antes de ser oficialmente lançado na corrida presidencial.

Pedido esse que foi imediatamente aceite pela ex-primeira-dama, que, num vídeo nas redes sociais, afirmou: "Eu desculpo-te. Vamos sentar-nos, vamos conversar, ajustar os detalhes e, juntos, vamos reunir um grande exército de pessoas de bem para resgatarmos o nosso Brasil."

Apesar desta aparente reaproximação, a ausência de Michelle na convenção do Partido Liberal que confirmou Flávio Bolsonaro como candidato presidencial, no sábado, 25 de julho, não passou despercebida.

Cerca de uma semana depois, foi a vez de Michelle ver a candidatura ao Senado formalizada, num evento do partido realizado em Brasília. A ex-primeira-dama, porém, acabou por não marcar presença, depois de ter sido hospitalizada na véspera devido a fortes dores de cabeça, segundo informou a unidade hospitalar onde foi assistida. Recebeu alta apenas quando o encontro já decorria.

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